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Mundial de LoL: Celebrity, da Lowkey, sugere que Brasil treine na SoloQ coreana

Lowkey, segundo representante do Vietnã no Mundial 2019 Riot Games

A vietnamita Lowkey se despediu do Mundial de LoL 2019 nesta segunda-feira (7). Apesar de assustar os coreanos da Damwon com vitória no primeiro jogo da série md5, o time não conseguiu manter o desempenho e perdeu por 3 a 1 para a equipe favorita.

Desde 2017, o Vietnã vive uma ascensão notória enquanto região. O primeiro susto foi contra a TSM, no MSI de 2017, em que a Gigabyte Marines tirou 2 jogos em uma md5 contra a então campeã norte-americana. Desde então, o Vietnã foi reconhecido com uma liga própria (a VCS) e duas vagas no Mundial, sendo uma direto na fase regular.

Em entrevista pós-jogo, o atirador da Lowkey, Celebrity, usou a VCS como exemplo para aconselhar o que o Brasil deve fazer para melhorar em torneios internacionais. “O que eu acho que o Brasil poderia fazer seria treinar na SoloQ sul-coreana”, sugere o jogador.

“Eu lembro que no Wildcard 2016, [que classificava] para o Mundial, nós ficamos 0-7 porque não jogávamos na SoloQ sul-coreana, na época. Depois disso, treinamos muito no servidor da Coreia e acho que isso melhorou o nível da região como um todo”, arrisca.

O jogador revela que a latência (ping) experienciada pelos jogadores vietnamitas na Coreia é de 80-90. O Brasil, por exemplo, não tem uma região grande por perto, porém se fossemos jogar nos EUA (a região mais próxima do nosso servidor), o ping gira em torno dos 150, o que é impraticável. “Definitivamente vale a pena”, crava Celebrity. “Quando jogamos contra jogadores profissionais da Coreia, nós aprendemos seu estilo e aplicamos na VCS”, diz.

CAMPANHA NO MUNDIAL

Vice-campeã da liga do Vietnã, a Lowkey veio forte para a Fase de Entrada do Mundial 2019, e se classificou para a eliminatória em segundo lugar em seu grupo.

Celebrity comenta que a vitória no primeiro jogo contra a Damwon, apesar da derrota na série, deixa-o “muito feliz”. “Eu e meus companheiros nos preparamos muito pra esse jogo, então merecemos essa vitória”, diz. De acordo com ele, a preparação para a série foi focada em trocas na lane e movimentações no early game, para tornar as lutas “imprevisíveis” para os sul-coreanos.

“Eu acho que eu e meu time conseguimos vencer de qualquer equipe contanto que a gente acredite em nós mesmos”, afirma Celebrity. “Então acreditávamos que podíamos ganhar contra a Damwon”, diz.

Para Celebrity, o nível da Fase de Entrada é “um pouco superior” à VCS. “Todos os times têm estrutura e habilidades muito boas”, opina. O jogador afirma ainda que sua torcida, agora, fica com o segundo representante de sua região: a Gigabyte Marines, que está na Fase de Grupos. “Eu sinto que se a GAM jogar bem, ela pode sair da fase de grupos. E por ser um time do Vietnã, vamos torcer por eles”, finaliza.

*A jornalista viajou a Berlim a convite da Riot Games