Recém-dispensado pela equipe de Counter-Strike: Global Offensive do New England Whalers, pavelzinho se viu no centro de uma grande polêmica nesta quinta-feira (26). Em publicação feita no fórum da plataforma ESEA, o jogador brasileiro foi acusado de pedofilia por solicitar conteúdo sexual infantil.
Nick "enN" P foi quem fez a revelação, explicando toda a história com direito a prints de conversas que teve com pavelzinho. "Eu conheci o pavelzinho numa partida de CS no início do ano passado. Ele me passou seu snap e conversei com ele por um tempo, tentando marcar scrims. Ele começou a ser esquisito, pedindo para que eu enviasse nudes e coisas esquisitas. Ele sabia que eu tinha 14 anos e ainda me pressionava a fim de tentar ter conteúdo explícito", narrou.
EnN disse ainda que printou as conversas com o brasileiro, que numa tentativa do caso não ser revelado prometeu que lhe daria um item no jogo: "Tirei screenshots de algumas das nossas conversas e as salvei. Ele ficou bravo quando descobriu e me disse para excluir tudo. Ele falou ainda que ia me enviar uma Butterfly e hoje me enviou uma Crimson Web. Depois disso, tive certeza que ele era realmente assustador e que isso não era uma piada"
O jogador que acusa pavelzinho disse ainda que não quer causar mal ao brasileiro, apenas deseja “que ele pare de ser esquisito e atormente menores como eu”.
Logo que as acusações se tornaram públicas, pavelzinho se pronunciou nas redes sociais. O brasileiro disse que enN era um fã que conheceu no jogo o qual se tornou amigo. O ex-Whalers afirmou ainda que enN costumava "falar coisas sujas o tempo topo e eu costumava brincar disso, como faço com todos meus amigos. Mas como ele sempre falava essas coisas o tempo todo, eu também estava brincando".
"Nunca enviei ou pedi qualquer coisa. Colocar algumas fotos e criar um cenário nojento é ridículo e não uma piada. Pedofília é um crime sério. Dei uma faca no aniversário dele porque ele disse que perdeu tudo em uma aposta. Quem me conhece sabe que eu falo muita merda com os amigos e sempre faço piadas. Não posso postar capturas de tela porque ele sempre conversou comigo via snapchat e não tenho provas", completou.
Pavelzinho reiterou que, "desde o Crossfire, sempre fui assim com amigos, brincando e sendo 'gayzao'. Sempre tratei todo mundo bem e nunca fiz mal pra ninguém”, e avisou: "estou indo a polícia no momento para averiguar esta situação pois é uma acusação muito séria e creio que eles podem facilmente averiguar a questão. Vou entregar meu celular e minhas redes sociais para verem tudo".
Quanto a não permanência no New England Whalers, pavelzinho disse que "saí pois não estava mais feliz". Procurado pelo ESPN Esports Brasil, o diretor executivo do clube, Diego Freitas, deixou claro que ninguém dentro do Whalers estava ciente do ocorrido e que não ia comentar sobre a denúncia sofrida pelo brasileiro. O CEO explicou ainda que "por razões internas que não são relaciondos ao caso, Pavel pediu sua saída entre segunda e terça-feira"
"Na noite de segunda até as primeiras horas de terça, Pavelzinho pediu para deixar o time e voltar para casa. Mediante acordo, tínhamos decidido procurar imediatamente substituições adequadas para ingressar no nosso time. Com dois jogos da ESEA agendados, pedi para que ele jogasse essas duas partidas cumprindo suas obrigações até de oficialmente liberá-lo e mandá-lo para casa. Na quarta, Pavelzinho foi deixado no aeroporto para retornar ao Brasil. Depois de confirmar que ações foram tomadas para conceder acesso e funções apropriadas a um dos nossos jogadores ativos, removemos o Pavelzinho de nossa equipe", disse o executivo em comunicado.
A reportagem também procurou Pavelzinho, mas não obteve contato.
