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Organizadores de CBCS e Clutch garantem que não há exclusividade após publicação da Valve

Brasileirão foi uma das competições criadas neste ano no cenário brasileiro BBL

Principais competições do cenário nacional na atualidade, o Brasileirão e o Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS) assistiram na última semana a Valve se mostrar contrária à exigência de exclusividade das equipes — bandeira antes levantada pelos responsáveis pelas duas ligas.

Para saber se as duas ligas iriam promover mudanças após a desenvolvedora do Counter-Strike afirmar que a exclusividade na participação de um torneio “é um experimento que pode causar danos a longo prazo”, o ESPN Esports Brasil procurou os responsáveis pela CBCS e o Circuito Clutch.

Via assessoria de imprensa, o comitê organizador do Campeonato Brasileiro de CS afirmou que “não possui exclusividade, tanto é que Team Reapers e Black Dragons também disputaram outros campeonatos neste período”.

Os responsáveis pelo CBCS disseram ainda que “não houve nenhuma mudança de regulamento desde o início da competição e que os times podem participar de outros campeonatos desde que se adequem à agenda de compromissos com o CBCS, que inclui além dos jogos semanais, entrevistas, gravações em vídeo, media day e quaisquer outras atividades envolvendo o campeonato e suas frentes de atuação”.

Já aqueles que operam o Clutch responderam, também via assessoria, que “entendemos que não é necessária nenhuma mudança no formato do Brasileirão de CS:GO do Clutch, uma vez que se trata de um circuito aberto com possibilidade clara de acesso para novos times”.

O comitê organizador apontou também que, “atualmente, algumas equipes estão disputando também outros torneios, como a BGC. Criamos junto com os times participantes um sistema que vive em constante evolução para que faça sentido para todas as partes evoluírem na geração de conteúdo, treinamentos e competições”.

As respostas, no entanto, diferem de discursos dados anteriormente por porta-vozes das duas competições. Em entrevista concedida ao ESPN Esports Brasil em agosto, a diretora executiva do CBCS, Camila Potenza, afirmou que “os times podem participar de campeonatos internacionais que possuem seletivas produzidas por empresas brasileiras. A única coisa que não podem é participar de um campeonato 100% brasileiro”.

“Os times [do CBCS] não podem participar de nenhum outro campeonato brasileiro. O que for campeonato 100% brasileiro não pode. O que for campeonato que dá vaga para torneios internacionais, como Major, pode”, completou.

A exclusividade na participação também foi assunto na apresentação de cinco dos seis times que estão na disputa do Brasileirão do Clutch, em entrevista coletiva realizada durante o Encontro das Lendas, no último mês.

Respondendo a um jornalista, o diretor executivo Yuri Uchiyama, afirmou que “a ideia é que os times que estejam disputando o Brasileirão não estejam disputando outros torneios nacionais, exceto classificatórios internacionais”. Outro responsável pelo circuito, o CEO da BBL, Leo De Biase, complementou apontando que “você vai ver o pessoal jogando qualify para Masters da DH, ou para algum evento da ESL, Major ou algo do gênero, mas não vai ver eles jogando outros torneios da região”.

O ESPN Esports Brasil solicitou o regulamento das duas competições aos responsáveis. O CBCS respondeu, via assessoria de imprensa, que não era possível pois “o livro de regras é um documento confidencial e de acesso tão somente aos clubes da ABCS e da Global Legends”. Já o Clutch não deu retorno até a publicação da matéria.