Presentes em outras modalidades eletrônicas, os torneios que exigem a exclusividade das equipes participantes começaram a ganhar força no Counter-Strike: Global Offensive nos últimos meses. O modelo, contudo, não agradou a Valve. De acordo com a desenvolvedora, “é um experimento que pode causar danos a longo prazo”.
O pronunciamento feito pela empresa nessa quarta-feira (18) acontece poucas semanas após Dexerto revelar a existência de uma cláusula no regulamento do recém-criado ESL Pro Tour que exige a exclusividade das equipes participantes, com os times não podendo jogar outros torneios enquanto os campeonatos que fazem parte do circuito estarem rolando. No Brasil esse modelo já está em vigor com CBCS e Clutch.
A Valve apontou ainda que esse modelo de competição impede "a concorrência de outras organizadoras e a manutenção do ecossistema do Counter-Strike funcionando, caso um evento falhe" e deixou claro que "não está interessada em fornecer licenças para eventos que restringem as equipes de participarem de outros campeonatos".
A desenvolvedora aproveitou a ocasião para falar também sobre o direito de transmissão dos Majors, que ganhou destaque principalmente durante o StarLadder Berlim pelo fato de muitos canais terem sido tirados do ar a pedidos do comitê organizador.
De forma clara, a Valve afirmou o direito de transmitir as partidas dos Majors pertence aos organizadores do evento, mesmo com o GOTV disponível. A desenvolvedora, porém, pediu flexibilidade as empresas parceiras: “Gostaríamos que as principais organizadoras de torneios trabalhem com streamers, a fim de fornecer aos espectadores acesso a conteúdo alternativo valioso e de idiomas não atendidos - seja através de transmissões oficiais ou de outra forma”.
A Valve avisou ainda que “qualquer interessado em oferecer uma perspectiva única deve entrar em contato com o responsável pelo torneio com antecedência”.
A possibilidade de haver conflito de interesse no Counter-Strike foi outro ponto abordado pela Valve. Categoricamente, a desenvolvedora afirmou que "equipes e jogadores não devem ter nenhum interesse financeiro no sucesso de qualquer equipe com/contra qual estejam competindo".
A desenvolvedora revelou ainda que arrecadou mais de US$ 11 milhões com a venda dos produtos relacionados ao StarLadder Berlim e que esse valor será distribuído entre jogadores e participantes.
