Atualmente competindo dentro e fora do Brasil com duas formações, o INTZ terá uma importante decisão a tomar no futuro próximo. Para se adequar ao regulamento do Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS), o clube precisará mudar o nome da equipe que a representa no cenário internacional. A informação foi revelada pela diretora executiva da competição, Camila Potenza Campos, em entrevista ao ESPN Esports Brasil.
“Foi uma coisa que conversamos com todos os clubes. Se uma das franquias quiser ter uma line internacional, não tem problema. Mas o nome tem que ser diferente. Se, por exemplo, a Reapers quiser competir lá fora com outro elenco, o nome não vai ser Team Reapers. Reapers vai ser o nome do time que está jogando a minha liga”, explicou a executiva.
A reportagem procurou a INTZ, que respondeu o contato dizendo que “não temos comentário sobre o assunto”. O comitê organizador do CBCS, por outro lado, informou que “a INTZ já está no processo de troca do nome. Nós, como liga, estamos alinhados com o clube e já sabemos da data mas, por conta de uma questão de marketing interna do INTZ, ainda não podemos abri-la”.
O ESPN Esports Brasil questionou os organizadores do Campeonato Brasileiro se esta é a mesma regra que fez a ProGaming atuar como Skullz no torneio. Em resposta, o comitê organizador revelou que “a mudança de nome da ProGaming foi devido a ser o mesmo nome de uma marca de varejo”.
Ainda se tratando dos dois elencos da INTZ, a diretora executiva negou a hipótese de os Intrépidos poderem utilizar o time que compete fora do País para pegar um jogador de uma outra franquia do CBCS e repassar para a equipe nacional. “Se a INTZ internacional quiser pegar um talento do CBCS, ela tem que fazer uma compra como qualquer time”, apontou.
Conforme o comitê organizador explicou à reportagem, “o prazo do jogador que saiu da liga [para voltar] porque foi comprado por outro time de fora do CBCS é de no mínimo 12 meses”.
Camila explicou que “todas as transações para contratações são divididas entre a ABCS e o comitê organizador. "A gente participa das conversas e, nesse exemplo específico da INTZ, a gente participaria e vetaríamos. Não queremos que isso aconteça. Essa manobra prejudicaria o meu campeonato”, cravou. A executiva lembrou ainda que no regulamento existem gatilhos que impedem o retorno instantâneo de jogadores que foram adquiridos por times que não fazem parte do CBCS.
Ela também conversou com o ESPN Esports Brasil sobre a exclusividade em tornos das participantes da competição. De forma clara, Camila apontou que “os times podem participar de campeonatos internacionais que possuem seletivas produzidas por empresas brasileiras. A única coisa que não podem participar é de um campeonato 100% brasileiro”.
A diretora reconhece que a LA League é uma competição que dá vaga internacional. Contudo, nas palavras da executiva, o torneio, “no princípio, está dentro dessa condição que não pode participar. É algo que estamos conversando com os clubes. A LA League é um território que a gente encara como ‘temos que estudar’. Os times não podem participar de outro campeonato brasileiro, e o Clutch é um campeonato brasileiro. Hoje, não pode participar”.
“Quando falamos sobre exclusividade de campeonatos nacionais, queremos evitar o mais do mesmo. A gente sabe que existem vários campeonatos que acontecem de forma isolada durante o ano e acontece que, às vezes, tem mais de um campeonato no mesmo dia, com os times precisando escolher em qual vão participar. Quando a gente garante a exclusividade no Brasil, estamos pensando no nível técnico e que eles vão ter que se preparar para jogar o campeonato. Eles terão mais horas para poder fazer isso porque estamos tirando essa participação de vários torneios, para que os jogadores se concentrem no CBCS”, explicou.
Ela ainda apontou que não vê uma mudança de postura para o futuro “porque a gente quer garantir a qualidade do campeonato”. De acordo com Camila, o comitê organizador não quer “que o jogador se preocupe em disputar torneios locais que conflitem com meu produto e entreguem a mim uma qualidade abaixo da média ou tenham uma performance ruim porque estava preocupado em jogar outro campeonato”.
A ideia, de acordo com Miah, “é que a gente possa melhorar o cenário nacional e ter mais talentos conhecidos lá fora que sejam frutos do CBCS, para que no futuro aconteça dos jogadores falarem que o CS tem uma casa no Brasil e que é possível viver de jogar CS no país”.
COMO ANDA O CAMPEONATO
Atualmente a competição se encontra na Fase de Classificação, com cinco rodadas já disputadas. Invicta, a Redemption lidera o CBCS, seguida de perto por Imperial, Evidence e INTZ — cada uma com três vitórias. Já a Black Dragons é quem segura a lanterna, com cinco derrotas.
