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Smash: 'Treinei do começo do ano até agora sem parar e fiquei muito orgulhoso de mim', crava P7

Player7, ou P7, venceu a disputa de Super Smash Bros. Ultimate (Singles) no Treta 2019. Pafamon/TRT Championship

O lançamento de Super Smash Bros. Ultimate no fim do ano passado reacendeu a cena mundial do jogo de luta da Nintendo, e não foi diferente no Brasil. Durante o Treta 2019, a comunidade brasileira de Smash pôde participar de torneios de Dupla e Individual no Ultimate, além de relembrar o velho e querido Melee.

Paulistano que agora vive em Curitiba, Player7 – ou P7 – foi o grande campeão do torneio individual de Ultimate. O representante da equipe ELZ1 derrotou o carioca Luffy na grande final para levantar a taça, e conversou sobre o feito com o ESPN Esports Brasil.

P7 começa contando que é competitivo desde criança, quando praticava esportes como judô e futebol. Depois, passou para o universo dos jogos de carta, como Yu-Gi-Oh e Pokémon TCG, quando foi vice-campeão da categoria sênior (11 a 14 anos). A vitória no TCG rendeu ao jogador o dinheiro necessário para comprar um Wii e Smash, modalidade na qual compete há 11 anos.

Quando perguntamos sobre conquistas marcantes nesses anos de competitivo, P7 menciona seu primeiro título nacional, ainda em 2010, durante um Anime Friends. “Eu tinha um ano e meio de jogo... Eu treinava muito, com certeza treinava mais que todo mundo, e eu tinha muita vontade, então esse título foi muito marcante”, afirma.

O título deste ano no Treta também não foi o primeiro de P7. Em 2015, ele se mudou de São Paulo para Curitiba e venceu a edição no mesmo ano. “Foi um campeonato muito memorável, também, pra mim. Foi quando eu comecei a conhecer o pessoal daqui, tinha muitos amigos já”, recorda.

Já sobre a vitória no último final de semana, o jogador revela que “treinei do começo do ano até agora sem parar, e eu acho que eu fiquei muito orgulhoso de mim, eu me esforcei bastante e estou muito feliz com o resultado”.

Há orgulho, também, quando P7 fala sobre a comunidade brasileira de Smash – uma que, mesmo com as adversidades impostas pelo servidor online e pela falta de torneios grandes, sempre tenta se ajudar e evoluir com o que tem.

“O Smash tem um lance no qual você é muito limitado pela sua região, porque tem muito delay em partidas online. Então você fica muito limitado, mesmo que você tenha internet boa”, explica. “Por exemplo, o Natan mora em Manaus, e se a gente joga online, não fica legal, então ficamos muito limitados a quem está na nossa região. E isso com certeza é um drawback muito forte para a galera do Smash, principalmente se você mora aonde não tem cenário e você depende do online”.

Para P7, nestes casos é muito importante quando jogadores do Brasil conseguem sair do país para competir no exterior, pois assim trazem uma bagagem que pode ser compartilhada.

“Quando os jogadores competem fora, eles pegam muitas dicas de profissionais. O Luffy veio da Evo, do Smash Con, com uma bagagem muito grande”, exemplifica. “Eu já tive a oportunidade também de jogar contra um dos melhores do mundo, que é o MKLeo, eles vieram para o Brasil, pro Rio de Janeiro, ainda no Smash 4. Veio o MKLeo, do México, o Ally do Canadá, o Larry do Estados Unidos... Foi animal, e conta como minha experiência internacional, pois pude treinar com os melhores do mundo ali. Mas a gente realmente precisa ser uma cena muito integrada pra conseguir evoluir, porque temos essas limitações”.

Sobre a integração da cena, P7 menciona que muitos locais do Brasil estão organizando “weeklys”, ou torneios semanais, como em São Paulo, Campinas, Curitiba. “Um monte de cena estar tendo um weekly com certeza ajuda demais na evolução, porque você não fica na geladeira, prática toda semana, se você perde, pode rever o que você errou, evolui. Fica um ritmo muito melhor”, afirma.

Ele complementa: “Toda cena de Smash que tem um weekly com certeza é uma cena privilegiada e os jogadores devem evoluir muito. Tanto que, dos quatro jogadores que foram pro Top 8 pela Winners, três eram de Curitiba e eram do nosso weekly. As finais dos weeklys sempre são ou eu, Luquinha e Jeová, que são os dois que estavam aí no Top 4 pela winners, então mostra realmente que a gente ‘tá’ treinando, ‘tá’ praticando, e que valeu a pena”.

Já sobre a nova edição de Super Smash, P7 diz que “milagrosamente” está saindo bastante patch e que o jogo está balanceado. Por isso, se você é novato e está em dúvida de qual personagem escolher, não se preocupe em olhar a lista de personagens mais fortes.

“Em jogos anteriores, normalmente você podia se basear na tier list pra escolher. Por exemplo, no Brawl tinha o Meta Night, que era muito bom. Meta Night, Snake, Didi Kong, Falco. No Smash 4 tinha o Cloud, Byonetta, Didi Kong, são personagens muito melhores que os outros. Mas nesse jogo não. Esse jogo é muito equilibrado”, detalha.

“Então, a melhor dica que posso dar para quem quer escolher um personagem é: jogue com o máximo que puder e pegue o que mais se adapta ao jogo. O ideal é você ter um ou dois do seu estilo e treinar esses pra ficar expert”, garante.