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Tekken: 'Nunca vi a comunidade ser tão movimentada quanto agora', diz Leoxaves

Leoxaves foi o grande campeão de Tekken 7 no Treta 2019. Pafamon/TRT Championship

Embora a competição de Street Fighter V no Treta Championship tenha sido a maior, outros torneios do evento também pegaram fogo no último final de semana. Com jogadores de todos os cantos do Brasil e sets de tirar o fôlego, foram sagrados campeões de títulos como Mortal Kombat 11, Tekken 7 e Super Smash Bros. Ultimate.

Presente no evento, o ESPN Esports conversou com Leoxaves, campeão de Tekken 7, para saber sobre a vitória e um pouco mais sobre o cenário brasileiro do jogo.

Representante da equipe Fusion, Leoxaves chama atenção por dois motivos: um por sua habilidade e dominância em Tekken, e outro por jogar de pé.

Com um pai que era dono de um fliperama, Leo gosta de jogos de luta desde criança, mas “nunca levei a sério ao ponto de ficar estudando o jogo” até em 2013. Na época, o carioca lutava Jiu-Jitsu e acabou tendo um problema de coluna devido ao excesso de treino, o que o deixou de cama por 120 dias após uma operação. A solução para matar o tempo? Videogame!

“Eu pensei: ‘Poxa, já que eu não posso fazer nada, vou começar a me dedicar a algo que eu já gosto, que eu já gostava antigamente’. Tekken é um jogo que eu sempre gostei, sempre achei legal. Vi que a versão [da época] ‘tava’ muito legal, então decidi começar a me dedicar ao jogo e ficar bom nele. Fiz isso, ‘tô’ estudando até hoje e tem dado certo”, conta.

Tem dado tão certo que Leo só acumula vitórias, como três campeonatos seguidos no Fight in Rio, quatro títulos seguidos no Gamepolitan, na Bahia, e o topo do pódio no Treta 2019 – sua primeira vez no evento. No entanto, o jogador ainda não consegue viver de Tekken 7.

“Eu levo a sério, estudo bastante o jogo, treino bastante, mas não consigo viver disso. Ainda não é possível”, afirma. “Eu trabalho, sou militar, aí tem que sempre tentar um tempinho ‘pra’ conseguir ir nos campeonatos. A gente vai ajeitando pra poder conseguir as coisas”.

Quando perguntamos sobre o cenário de Tekken, que está crescendo a cada ano, Leo aponta que isso se deve à melhora do jogo. “Os desenvolvedores colocaram alguns personagens mais fáceis, estão colocando personagens ‘convidados’ e o jogo está bonito de se ver”, comenta. “Quanto mais público, mais eventos e campeonatos, o que é bom ‘pras’ pessoas saírem de casa, do online, e irem jogar no offline”.

Para Leo, a importância de um presencial não tem comparações. “Você conhecer o pessoal, bate papo, aprende e pega novas experiências, porque não é a mesma coisa jogar sentado no sofá e jogar sentado numa cadeira de campeonato. É completamente diferente. A mão treme, dá nervosismo, é uma adrenalina que não tem igual. Em casa, perder, perdeu. Aqui, perder, tu ‘tá’ fora”, crava.

Sobre a comunidade brasileira, o jogador diz que ela tem se movimentado bastante ultimamente. “Nunca vi assim, nos Tekken anteriores, ser do jeito que ‘tá’ sendo atualmente, ‘tá’ sendo bem legal. Poxa, o Rio de Janeiro todo mês tem torneios, todo mês mesmo. Tem um torneio chamado Beer Reversal, todo mês lá na Glória, no Rio de Janeiro. Ele começou em São Paulo, com o projeto Coreia, e que foi levado pro Rio de Janeiro. É um projeto que a gente faz pra poder ensinar os jogadores a começarem trocar ideia e poder se aprimorar”, conta.

Para os interessados, Leoxaves indica o site da Liga Tekken Brasil, no qual é possível se cadastrar para jogar online contra outros brasileiros e também dar uma olhada nos eventos que estão acontecendo pelo Brasil. “A cena em si ‘tá’ se movimentando muito pra poder sair do ‘só sofá’. A gente quer o interpessoal, conversar um com o outro, quer um pouco mais do que só o sofá”, garante.

O jogador também deixou uma dica para quem quer começar a jogar Tekken: “Não desista. Esse é o primeiro, porque o jogo não é fácil. Pra quem começa, não é um jogo simples, e é uma vida árdua. Eu também passei por isso, todo mundo passou por isso. Então, não desiste e vai lá jogar com a gente que vai dar bom”, anima.