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Apesar de Furia ser uma das sensações do CS no momento, arT diz que favoritismo no Minor "não existe"

Mais uma vez, arT e companhia estão na disputa por uma vaga no Major HLTV.org

Muita coisa aconteceu com a Furia desde o último Americas Minor. A equipe brasileira foi para o Major, fez ótimas campanhas em torneios internacionais, atingiu o Top5 do HLTV.org e, acima de tudo, conquistou títulos. Mas nada disso foi capaz de tirar os pés de arT do chão.

O awper é categórico quando o assunto é o favoritismo que ronda a equipe a qual comanda na seletiva para o StarLadder Berlim. “Pela visão do público a gente é favorito em vários torneios que jogamos, mas para nós esse favoritismo não existe”, afirma o jogador em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

“A gente joga direto com esses caras que vamos enfrentar no Minor. Se tiver [esse favoritismo] é 60/40, se baseando no histórico. Mas para mim, contra esses times, é quem jogar melhor vai levar. Já tivemos partidas apertadas e já perdemos para todos eles”, completa

Apesar das boas campanhas realizadas recentemente, como a dobradinha na ESEA com os títulos da 2ª divisão norte-americana e do Global Challenge, arT diz que a equipe “não sente aquela pressão de que tem que ganhar”. De acordo com o Furioso, a obrigação do time no Minor “é diferente como se o MIBR fosse entrar no torneio. Esse favoritismo que o MIBR teria não é igual o nosso por uma questão de tempo. A gente não está tão consolidado no cenário”

A Furia é uma das cinco equipes brasileiras que estão na briga por vagas no segundo Major do ano. Apesar de dizer que o time “não gosta de pensar” no chaveamento dos participantes, arT vê que a chave em que a equipe ficou está desbalanceada: “O Grupo B está nitidamente mais forte e acho que se tivessem balanceado um pouquinho, seria mais justo para todo mundo”.

“Eu não diria da morte, mas acho que é mais forte do que o Grupo A”, analisa o awper, que acha que o balanceamento dos grupos poderia ter sido feito se Luminosity ou INTZ tivessem ficado no Grupo A, enquanto algum dos times dessa chave viesse para o Grupo. “Só isso faria uma enorme diferença. Os times que estão no Grupo B, realmente, possuem um seed maior, um ranking maior. Só de trocar o time de um lado para o outro, ficaria melhor”, afirma.

Ao ser questionado sobre contra qual equipe gostaria de estrear no torneio, arT diz que “não tinha muito para onde correr”. De acordo com o jogador, “se a gente não pegasse a INTZ, ia ser um time forte igual. A eUnited é forte, LG também. No nosso grupo, principalmente, não há nenhum underdog. Não importassse quem a gente pegasse do grupo, ia ser um oponente forte”.

Quando o papo chega em quem são os principais adversários da Furia, arT fica um pouco mais sério e logo fala sobre NRG por conta do retrospecto contra o time: “A gente tem um histórico muito ruim contra eles e eu até brinco falando que a NRG é o nosso nemesis porque a gente pega esses caras em tudo o quanto é campeonato e sempre perde pra eles”

Tirando a equipe norte-americana, para arT, todos os times que estão no Minor possuem potencial, “todos os times são fortes”. O Furioso deixa claro que a equipe “não subestima ninguém que está no torneio porque se chegou aqui é um time forte.”

Quanto aos times que enfrentará pelo Grupo B, o discurso de arT é pensar oponente por oponente. “A gente vai pegar a INTZ e vamos nos preparar para eles. Pelo histórico, a gente sempre tem partidas acirradas [contra eles]. Então, a gente só tá pensando na INTZ agora”, afirma o capitão, que aproveita a oportunidade para falar que “não tenho preferência” para adversários.

Das equipes que estão no Americas Minor válido para o StarLadder Berlim, Furia e NRG estiveram presentes no Major que abriu a temporada. Campeonato este que arT classifica como “momento chave para a nossa história” já que na IEM Katowice, “a gente aprendeu muita coisa. Saímos de lá como um time bem diferente. Foi um momento que deu uma mudada no namorama do time e, desde então, a gente viveu muitas coisas”.

Para o capitão, a Furia “chega para esse Minor como um time mais casca-grossa e mais preparado do que antes, principalmente para as coisas que podem vir nas partidas. Acho que a gente é um time que deu uma evoluída legal de um Major para o outro”.