<
>

Bit não vê T1 pressionada por resultados; expectativa para o Minor é ir além do que no último

Bit e os companheiros estão confiantes num bom resultado nesse Americas Minor Team oNe

Se em 2018 o Team oNe foi capaz de realizar façanhas como ser vice-campeão do World Cyber Arena (WCA), neste ano a equipe dourada ainda não conseguiu emplacar. Mas isso não preocupa bit, que ao ESPN Esports Brasil afirma que os Golden Boys não se sentem pressionados por resultados.

"Não existe aqui uma pressão em resultados. Claro que a gente quer ter bons resultado, mas no último Minor a gente não passou para o mata-mata por causa de um tiro numa partida que estávamos ganhando por 14 a 10", relembra

Como já adiantado pelo veterano, o Team oNe mais uma vez está entre os participantes de um Americas Minor. A equipe brasileira, assim como outras sete, estão na disputa por duas vagas diretas no StarLadder Berlim e uma para a repescagem do segundo Major deste ano.

Bit é claro quanto as expectativas do time para esta seletiva: "Ir além do que fomos na última vez". De acordo com o jogador, o Team oNe está "melhor preparado" do que a última vez, "o que dá uma confiança grande ao time".

No classificatório para o IEM Katowice, os Golden Boys não conseguiram passar da Fase de Grupos. Das três séries que disputou pelo Grupo B, a equipe venceu a contra o eUnited por 2 a 0. O EnVy foi o responsável por mandar o time dourado para casa, vencendo os brasileiros na estreia e também no confronto valendo a segunda vaga da chave.

O veterano relembra o torneio dizendo que naquele Minor “a gente ficou bem próximo da classificação”. Categórico, bit afirma que a equipe evoluiu desde aquele torneio. “Estamos bem mais preparados para diversas situações que apareçam. Nosso esquema, nosso jeito de jogar evoluiu. Temos uma variação maior de táticas, variação maior de respostas, de entender o que está acontecendo no round e saber reagir bem”, analisa.

Na visão de bit, o time cresceu também individualmente falando: “O b4rtiN é muito bom, tem uma mira muito boa”. O jogador em questão ingressou no time após o último Minor, ocupando a vaga que era de NikoM. Trata-se de um jovem de 17 anos que, pela primeira vez, disputará um presencial valendo vaga no maior e mais importante torneio da modalidade.

Quanto ao trabalho que a equipe faz junto a b4rtiN para que o jovem não sofra por ainda não ser tão experiente, bit conta que todos no time conversam com o talento dos Golden Boys. “Tentamos mostrar para ele que esse não é o nosso primeiro, nem último jogo importante da vida. É mais um campeonato que a gente tem que dar o nosso melhor e não deixar que essa ansiedade atrapalhe”, afirma.

O Team oNe não é o único time na disputa do Americas Minor. Além dos Golden Boys. também estão na seletiva para o Major a Furia, Sharks, INTZ e Luminosity. "Jogar qualquer campeonato quando tem bastante time brasileiro sempre fica bem divertido", diz bit.

O Golden Boy, contudo, aponta também que “jogos entre times nacionais sempre são mais pegados e não existe um favorito na maioria deles”. Isso não se resume a apenas confrontos entre brasileiros: “Você pode ver isso em série entre times da Suécia, de qualquer país, que sempre rola muito upset, muita zebra. Às vezes o time que você acha que, teoricamente, é o mais fraco vai lá e ganha. Pelos times já jogarem um contra o outro há muito tempo, isso facilita rolar”.

A equipe de bit inicia no Americas Minor pelo Grupo A, tendo como adversários iniciais Sharks, NRG Esports e Team Singularity. O veterano afirma que “os grupos ficaram bem interessantes” e revela que ele e os companheiros ficaram felizes “em pegar o NRG numa [série] melhor de um. É uma maneira melhor de um underdog pegar um time mais forte”.

Sobre os demais oponentes, bit fala que “o Sharks é um time bem forte que não está na melhor das fases, mas que estava jogando muito bem há alguns meses atrás. Já o Singularity a gente conhece bastante nos EUA. Talvez o pessoal não conheça muito, mas eles estão numa crescente muito grande. Estão mandando muito bem nos campeonatos”.

Indo na contramão da opinião pública, bit não acha que nesse Minor “tem grupo melhor ou pior. Os dois grupos são bem difíceis, os times basicamente são bem nivelados e isso já mostra que o campeonato vai ter um nível bem disputado”.

Confiança é o que bit mais demonstra quanto as chances do Team oNe no Minor. “Tivemos uma crescente boa nos últimos campeonatos. Conseguimos tirar mapa da Furia e jogar outros bem. Tivemos bons resultados contra LG. Em suma, tivemos resultados bons que foram dando boost na nossa confiança”.