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Basquete: Scola tem desempenho melhor aos 39 do que em Mundial há 13 anos pela Argentina

Luis Scola parece ser interminável. No seu 5º Mundial de basquete, o ala-pivô de 39 anos esbanja jovialidade e fôlego. Tanto que nos números ele está melhor agora, em 2019, do que no Mundial de 2006.

O jogador é o veterano de uma renovada seleção argentina, que não conta mais com Manu Ginóbili, Andrés Nocioni, Carlos Delfino, Pablo Prigioni, Oberto, entre outros grandes nomes que fizeram o basquete dos “Hermanos” ser conhecido como a “geração de ouro”, após a medalha na Olimpíada de Atenas, em 2004.

Contando com novos talentos, como Facundo Campazzo, Nicolas Laprovittola e Gabriel Deck, os argentinos chegam novamente às semifinais de um Mundial, assim como ocorreu em 2006.

Na época, os argentinos caíram para a Espanha, que acabou se sagrando campeã ao vencer a Grécia na decisão.

Nesta sexta-feira, ele brilhou mais uma vez: 28 pontos e 13 rebotes na vitória sobre a França, que leva a Argentina para mais uma decisão, contra os mesmos espanhóis. Scola sabe que será importante para conseguir o objetivo. Ele até havia feito uma previsão sobre isso...

“Um ano atrás, Scola me puxou depois de um treino ou uma partida, não lembro direito, e me disse: ‘Nós podemos jogar as semifinais’. Eu lhe perguntei se estava confiante. Ele me repetiu que sim. Isso é o Scola, isso é o que o descreve”, comentou Sergio Hernández, técnico da seleção, após a vitória sobre a Sérvia.

E os números não mentem, mesmo com a idade avançada, ele tem números melhores do que em 2006.

Naquele Mundial foram 14,3 pontos, 7,0 rebotes e 1,6 assistência em 25 minutos de média. Já em 2019 são 17,8 pontos, 7,3 rebotes e 1,7 assistência em 28,8 minutos.

Até Nocioni, ex-companheiro do ala-pivô, brincou com a situação, dizendo que “está preocupado que as assistências crescem pouco”.

A Argentina confia em Scola e como o vinho, ele parece ficar melhor a cada ano que passa. O basquete agradece.