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Mundial de Basquete: Confira o guia completo com favoritos, craques, Brasil, EUA e tudo o que você precisa saber

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O que esperar do Brasil no Mundial de basquete? Hofman analisa (1:48)

Seleção enfrenta Nova Zelândia, Grécia e Montenegro na 1ª fase (1:48)

O Mundial de Basquete chegou.

Às 04h30 (de Brasília) desse sábado, a bola laranja sobe na China para Angola x Sérvia e as maiores seleções do mundo começam a se enfrentar lutando pelo tão desejado título mundial. A final, em Pequim, será no dia 15 de setembro.

Para você saber de tudo, o ESPN.com.br preparou um guia completíssimo. Bom proveito!

Grupos | Regulamento | EUA | Favoritos | Brasil | Craques | Fique de olho


Grupos

Grupo A (Pequim)

China
Polônia
Costa do Marfim
Venezuela

Grupo B (Wuhan)

Coreia do Sul
Rússia
Argentina
Nigéria

Grupo C (Guangzhou)

Espanha
Porto Rico
Tunísia
Irã

Grupo D (Foshan)

Sérvia
Filipinas
Angola
Itália

Grupo E (Xangai)

EUA
Turquia
Japão
República Tcheca

Grupo F (Nanquim)

Grécia
Nova Zelândia
Brasil
Montenegro

Grupo G (Shenzhen)

França
Alemanha
República Dominicana
Jordânia

Grupo H (Dongguan)

Austrália
Lituânia
Canadá
Senegal


Regulamento

Dos quatro times de cada grupo, os dois primeiros passam para a segunda fase, ainda em grupos.

A dupla do Grupo A se junta com a do B para formar o Grupo I

A dupla do Grupo C se junta com a do D para formar o Grupo J

A dupla do Grupo E se junta com a do F para formar o Grupo K

A dupla do Grupo G se junta com a do H para formar o Grupo L

Os dois melhores de cada grupo avançam novamente, mas agora para as quartas, que fica com o seguinte chaveamento:

1º do Grupo I x 2º do Grupo J

1º do Grupo K x 2º do Grupo L

1º do Grupo J x 2º do Grupo I

1º do Grupo L x 2º do Grupo K

O vencedor do primeiro jogo pega o do segundo em uma semifinal. O vencedor do terceiro jogo pega o do quarto na outra. Os dois vencedores disputam o título.


O fim da hegemonia americana?

Atuais bicampeões, os Estados Unidos são sempre os grandes favoritos a levarem a medalha de ouro no Mundial. Em 2019, porém, o elenco que irá a China não é dos mais estrelados.

Os grandes destaques ficam para Kemba Walker, do Boston Celtics, e Donovan Mitchell, do Utah Jazz. Kemba é, junto com Khris Middleton, o único convocado que foi All-Star na última temporada da NBA.

O ala-armador do Milwaukee Bucks, porém, fez amistosos preparatórios ruins e está sendo contestado. Inclusive, durante a preparação, os americanos foram derrotados pela Austrália e perderam uma sequência invicta que durava 78 jogos.

Os Estados Unidos chegam ao Mundial sem a confiança da torcida, que se vê preocupada em perder a hegemonia, mas ainda como os grandes favoritos. É difícil não ver os americanos no topo do pódio ao final do campeonato.


Os outros favoritos

Sérvia

Os sérvios são os principais candidatos a tirarem o título dos norte-americanos. Mesmo sem Milos Teodosic, que se recupera de lesão, a equipe tem a força e inteligência de Nikola Jokic, do Denver Nuggets. Bogdan Bogdanovic, ala do Sacramento Kings, é a referência no perímetro da seleção.

Há veteranos de muita qualidade, como Nemanja Bjelica, Miroslav Raduljica e o gigante de 2,22m, Boban Marjanovic, do Dallas Mavericks.

Vale ficar de olho no armador Vasilije Micic, de 1,95m. O jogador foi destaque na última Euroleague e se transferiu para o Anadolu Efes, um dos maiores times da Turquia.

Além disso, há o trunfo sérvio no técnico Alexsandar Djordjevic, no comando da seleção desde 2013.

Grécia

Giannis Antetokounmpo. Uma seleção que tem o atual MVP da NBA está automaticamente na lista de favoritas ao título. O grego traz junto com ele mais um irmão: Thanasis. No entanto, a equipe tem muito mais do que “apenas” o Greek Freak.

Nick Calathes é um armador sólido, de ótima visão de jogo e que teve passagem pela NBA. No garrafão, o veterano Ioannis Bourousis, de 2,15m, e que espaça a quadra para arremessar do perímetro.

Kostas Papanikolaou tem experiência de NBA, e os mais rodados Kostas Sloukas e Georgios Printezis ainda têm papeis relevantes na Europa.

Os gregos estão no grupo do Brasil na primeira fase e devem passar na primeira posição da chave.

Espanha

Seleção de maior sucesso nos últimos anos, atrás somente dos Estados Unidos, a Espanha ainda conta com vários jogadores de muito renome internacional.

Marc Gasol e Ricky Rubio são as grandes esperanças espanholas na competição. O pivô é atual campeão da NBA com o Toronto Raptors, enquanto o armador assinou com o Phoenix Suns, após passar as últimas temporadas em Utah.

Os irmãos Hernangomez, que jogam na NBA, também estarão em quadra. Veteranos como Rudy Fernandez e Sergio Llull, ambos do Real Madrid, ainda dão seu gás em solo europeu.

Os espanhóis tem uma das maiores médias de idade do torneio, com 29,6 anos.

França

Apesar de não contar com Thomas Heurtel, armador do Barcelona, os franceses contam com uma seleção experiente e de alto nível técnico.

Evan Fournier pode ser um dos cestinhas da competição, enquanto Nicolas Batum tem poder para decidir jogos. No garrafão, Rudy Gobert, um dos melhores defensores da NBA, é um muro quase intransponível.

Nando de Colo, um dos melhores jogadores em atividade na Europa, atuando pelo Fenerbahce, da Turquia, é outra esperança da França na Copa do Mundo.

Se o time embalar, a França tem boas chances de chegar longe na competição.


Correndo por fora

Austrália

Ben Simmons não está na lista australiana, mas o elenco recheado de jogadores da NBA dá a Austrália uma das maiores possibilidades de surpresa da competição.

Patty Mills, armador de longo vínculo no San Antonio Spurs, é o catalisador do ataque dos Aussies. Joe Ingles, um dos principais jogadores do Utah Jazz, é um dos pontos fortes na defesa e no arremesso.

O sempre polêmico e defensor ferrenho, Matthew Dellavedova, também está no elenco australiano. Assim como Andrew Bogut, já campeão da NBA pelo Golden State Warriors.

Vale também ficar de olho em mais dois jogadores do garrafão australiano: Aron Baynes e Jock Landale. O primeiro já conta com grande experiência na liga norte-americana e o segundo brilhou na Universidade de Saint Mary’s, no basquete universitário e hoje atua no Zalgiris Kaunas, da Lituânia.


Como chega o Brasil

O Mundial pode ser uma "passagem de tocha" para a seleção brasileira. Nomes como Varejão, Leandrinho, Marquinhos, Alex García e Huertas, responsáveis por colocarem a seleção de volta nas Olimpíadas em 2012 devem fazer seu último grande torneio com a camisa do Brasil.

Alex tem 39 anos, enquanto Leandrinho, Huertas e Varejão têm 36. O mais jovem é Marquinhos, com 35. Para jogarem uma nova competição, terão que classificar o Brasil para as Olimpíadas, o que é bastante improvável via Mundial e difícil via Pré-Olímpico.

A Copa do Mundo, portanto, deve ser o campeonato que marca o fim dessa geração e a chegada da nova, que promete muito, com Didi, Yago, Caboclo e companhia.


Craques

Giannis Antetokounmpo - Grécia

Não tem muito o que falar. É o atual MVP da maior liga de basquete do mundo. O grego é uma aberração, parece cada vez mais forte e mais difícil de ser parado. Está pronto para dominar a Copa do Mundo e tentar destronar os EUA, que foram eliminados em 2006 (última vez que não foram campeões) pela... Grécia.

Nikola Jokic - Sérvia

Para muitos, a Sérvia é a seleção favorita para vencer o campeonato. O entrosamento de uma geração que joga junta (e muito bem) há anos é um dos grandes pontos, principalmente pelos EUA serem o oposto. Entretanto, tudo passa por Jokic. Após a melhor temporada da sua vida, o pivô-armador está preparado para subir mais um degrau, e pode ser que assim o faça: como maestro da Sérvia.

Donovan Mitchell - EUA

É o dono da melhor seleção do mundo. Os melhores jogadores estão nesse time, e todos estão prontos para jogar em função dele. Após dois anos sendo o melhor pontuador do Utah Jazz, ele está prestes a fazer 23 anos e é a hora de mostrar que vai além de uma revelação e pode ser um astro.

Rudy Gobert - França

O Utah Jazz tem sorte em contar com dois dos melhores jogadores do Mundial ou azar por talvez eles chegarem cansados para a temporada? Não sei, mas Gobert é um monstro já na NBA, e jogando no garrafão FIBA é praticamente impossível passar pelo atual defensor do ano no melhor basquete do mundo.

Kemba Walker - EUA

Apesar de Mitchell ser 'o cara' da seleção, Kemba é o 'Capitão América'. 29 anos, três All-Stars nas costas e vindo da melhor temporada da carreira, o armador é o epicentro da equipe de Popovich. Para as engrenagens rodarem, ele precisa estar funcionando - e se estiver, pode ser o grande nome da competição.

Marc Gasol - Espanha

Finalmente campeão da NBA, Marc chega ao Mundial com 34 anos e sem nenhum peso nas costas, mas muita lenha para queimar. Gasol será o maestro o que pode ser a última grande apresentação ainda em alto nível dessa ótima geração espanhola, campeã mundial em 2006, medalhista de prata nas Olimpíadas de 2008 e 2012 e bronze em 2016.

Danilo Gallinari - Itália

Por muitos anos, Gallinari teve o asterisco das lesões sobre sua cabeça, mas após jogar 68 jogos e ser o melhor jogador ofensivo dos Clippers em uma temporada histórica, está pronto para representar seu país melhor do que nunca. Gallo é uma máquina de pontuar, e ao lado de Luigi Datome e Marco Belinelli pode levar a Itália longe.

Domantas Sabonis - Lituânia

Sabonis é um dos jogadores que mais evoluiu nas últimas temporadas. Cada vez mais versátil, será importante tanto no garrafão com Valanciunas quanto jogando mais aberto, graças à sua mobilidade e arremesso cada vez melhor. Sua seleção sempre dá trabalho, e agora é a hora dele, aos 23 anos, chamar a responsabilidade.

Luis Scola - Argentina

Sim, ele joga na China. Sim, ele 39 anos. Mas se você sabe isso, você também sabe que quando ele entra em quadra com o uniforme da seleção argentina, não há nada que o pare. Scola é um mestre quando o assunto é FIBA, e joga com uma raça inigualável. A Argentina não é mais tão boa quanto já foi, mas Scola sempre pode aprontar.

Patty Mills - Austrália

Se preparando para a competição, a Austrália venceu os EUA pela primeira vez na história, e tudo isso graças a Mills, que fez 30 pontos no jogo - 13 no último quarto. O armador é, assim como Scola, um 'leão de FIBA', e é a alma e coração da forte seleção australiana, que pode surpreender.

Menções honrosas:

Ricky Rubio - Espanha

Sergio Llull - Espanha

Bogdan Bogdanovic - Sérvia

Jayson Tatum - EUA

Khris Middleton - EUA

Nikola Vucevic - Montenegro

Joe Ingles - Austrália

Jonas Valanciunas - Lituânia


Para ficar de olho

Além das grandes estrelas, outros nomes podem brilhar nessa edição da Copa do Mundo.

Escolhido na 20ª posição do draft de 2018 pelo Minnesota Timberwolves, Josh Okogie ganhou a posição de titular após a saída de Jimmy Butler para o Philadelphia 76ers e foi nomeado para o "Time Mundo" no Jogo dos Calouros de 2019. Agora é o destaque da Nigéria no Mundial.

Selecionado na 9ª escolha de 2019 pelo Washington Wizards, Rui Hachimura é um dos grandes prospectos para o futuro da NBA. Um ala-pivô móvel e com bom arremesso, Hachimura é a esperança do Japão em terras chinesas.

O ala Cedi Osman está no seu segundo ano na NBA e tem sido o único ponto positivo de um Cleveland Cavaliers que briga na parte inferior da tabela. Com um excelente arremesso, Osman será a válvula de escape da Turquia.

Oitava escolha do draft de 2017, Frank Ntilikina chegou ao New York Knicks como um propécto de muito potencial, mas ainda não conseguiu se firmar e busca seu espaço na NBA. Quando veste a camisa da França, porém, Ntilikina costuma entregar ótimas performances, como fez no Europeu Sub-18 de 2016, vencido pelos franceses.

O último nome vem da América do Sul. Máximo Fjellerup é jogador do San Lorenzo e uma das grandes esperanças da Argentina para o futuro. Em 2014, foi o grande destaque do Mundial Sub-17. Esteve presente na campanha do ouro argentino no Pan-Americano em Lima este ano e começou a ganhar seu espaço. Não deve ser titular na China, mas começa a ganhar seu espaço.