Gustavo Eugênio sabe que a vida no futebol é muito instável. E para tentar driblar as crises no mercado, o ex-zagueiro do Santos passou a investir em lojas em um shopping de Goiânia.
Após começar no Vila Nova-GO e passar um ano no Internacional, ele foi para a Vila Belmiro com apenas 14 anos.
Em 2010, o jogador chegou a defender as seleções de base ao lado de nomes como Marquinhos (PSG), Lucas Piazon (Chelsea) e Rodrigo Caio (Flamengo).
“Era colega de quarto do Marquinhos e joguei alguns torneios, incluindo a preparação para o Sul-Americano”, contou.
As boas atuações despertaram a cobiça de rivais santistas.
“Cheguei a ter oferta de Corinthians e Palmeiras, fiquei balançado, mas permaneci porque o santos estava muito valorizado na base. Nosso time era muito forte e sempre chegávamos às finais”, recordou.
O jovem fez parte do time do Santos que foi bicampeão da Copa São Paulo de futebol júnior (2013 e 2014).
“Nós fomos desacreditados porque tínhamos sido eliminados na primeira fase da Copa RS. Mas o time era muito bom e sabíamos o nosso potencial. Isso ajudou a gente a ser campeão”, contou.
Apesar da passagem vitoriosa na base, Gustavo não conseguiu espaço quando foi promovido aos profissionais.
“A transição foi meio complicada porque tinham muitos jogadores na minha posição como Edu Dracena, Durval, David Braz, Neto, Gustavo Henrique e Jubal. Todos queriam jogar no Santos”, afirmou.
Ao ver que não teria oportunidades, o defensor foi para o Paraná sem ter jogado nos profissionais do Santos.
“Joguei algumas partidas, mas o Paraná estava mudando de diretoria e quem me levou saiu. Os que entraram reformularam todo grupo”, lamentou.
Depois, o zagueiro passou por River-PI, Villa Nova-MG, Tupynambás-MG e Portuguesa. No fim de 2019, ele recebeu uma oferta da Malásia, mas o negócio não deu certo.
“Vi que lá não era o que eu esperava para minha carreira. Não tinha muita estrutura e a adaptação estava complicada. Pouco antes da pandemia do coronavírus começar eu resolvi voltar”, contou.
Assim que voltou ao Brasil, os campeonatos estaduais foram paralisados em função da pandemia e Gustavo ficou sem clube. O jovem passou a treinar com um personal trainer para manter a forma.
“Sonho em voltar a jogar em um time grande do Brasil ou de fora. Quando vier uma chance eu estou preparado”.
Enquanto aguarda uma oportunidade, ele tem tocado os negócios que montou com o dinheiro que juntou no futebol.
“Eu comprei algumas lojinhas de lanchonetes de vender salgados no shopping de Goiânia. Quando eu estou jogando é a minha mãe quem administra. Ainda bem que consegui fazer isso porque o futebol está difícil, alguns clubes não te pagam em dia ou os salários são baixos. Agora está tudo parado por causa e da pandemia”, lamentou.
