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A um mês da final da Libertadores em Santiago, Chile suspende futebol para não colocar jogadores e torcedores 'em risco'

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Gabigol critica calendário brasileiro e diz: 'Como é que alguém vai estar cansado em uma semifinal de Libertadores?' (0:42)

Atacante ainda comentou sobre o pênalti que teria sofrido na primeira etapa (0:42)

Em meio à onda de protestos e violência no Chile, a federação local decidiu suspender o futebol no país no último fim de semana. A decisão foi anunciada no sábado (19) pela ANFP para evitar colocar jogadores e torcedores "em risco".

Ao todo, seis jogos do Campeonato Chileno foram suspensos, incluindo o clássico entre Universidad Católica e Colo-Colo. A Segunda Divisão e Liga Feminina também foram paralisadas. Novas datas serão anunciadas posteriormente.

Nos últimos dias, diversas cidades tiveram protestos por conta do aumento das tarifas de transporte - na noite de sábado, os manifestantes atacaram prédios, supermercados, destruíram semáforos e quebraram ônibus. Os distúrbios levaram o presidente Sebastián Piñera a declarar estado de emergência no país. Mesmo após a revogação do aumento no preço das passagens, os protestos seguiram. O metrô de Santiago precisou ser fechado e o aeroporto da capital chilena teve voos suspensos.

A crise no país acontece a cerca de um mês da final da Copa Libertadores, que será disputada em jogo único em Santiago no dia 23 de novembro. A Conmebol se pronunciou no domingo e reafirmou o compromisso de sediar a decisão do torneio continental na capital chilena.

Nesta semana serão definidos os finalistas da Libertadores. Flamengo e Grêmio disputam o segundo jogo da semifinal na quarta-feira, no Maracanã, após empate por 1 a 1 no confronto de ida. Um dia antes, Boca Juniors e River Plate decidem a outra vaga.