O Ministério Público de São Paulo pediu pelo arquivamento do caso que investiga um suposto caso de estupro de Neymar feito pela modelo Najila Trindade. A sugestão se deu por falta de provas, segundo a promotoria.
Agora a sugestão do Ministério Público de São Paulo será encaminhada para apreciação do juiz da 12ª Vara de Violência Doméstica. O prazo de praxe para um parecer é de cinco dias úteis.
O juiz pode aceitar o pedido de arquivamento público ou remeter novamente ao MP para novas diligências.
“Após análise do caso, chegamos à conclusão de arquivamento do acusado Neymar Júnior por não haver provas suficientes pela acusação. É importante ressaltar que o arquivamento não implica em absolvição. Ele pode ser aberto em qualquer momento desde que surjam novas provas”, disse a promotora Flávia Merlini, em entrevista coletiva, nesta quinta-feira, na sede do MP paulista.
“O arquivamento é por falta de provas que não existem ou não foram apresentadas. Muitas vezes falamos com a vítima ou o advogado que estava com ela para solicitar. Não nos foi apresentado o vídeo. Ouvi alegações de que não existia, que trocou o celular, que estava na nuvem”, disse a promotora Estefânia Paulin.
Questionadas quais provas podem ter enfraquecido a acusação de Najila, as promotoras relutaram em admitir que foi o vídeo que a modelo disse ter gravado com cenas em que Neymar a teria agredido.
“Não dá pra dizer qual prova faltou. Por todos elementos colhidos, pelas contradições nos depoimentos, decidimos pelo arquivamento. O que acontece entre quatro paredes não é possível saber. Tem a palavra dele e a palavra dela. Mas as provas circunstanciais estavam em contradição pelo que foi falado”, disse a promotora Flávia.
“Ela mencionou o tempo todo que a prova que ela tinha dos fatos estavam nessa filmagem do celular dela. Ela se recusou a entregar em um primeiro momento. Depois disse que perdeu. Entregou aparelhos adquiridos dias antes, segundo ela para tentar recuperar o vídeo”, prosseguiu.
“Acabou enfraquecendo as afirmações da vítima. Se ela diz ter prova e não apresenta, enfraquece a afirmação”, completou Flávia.
Sobre as imagens do hotel onde Najila se hospedou em Paris e que não chegaram para a investigação, a outra promotora minimizou o impacto que o vídeo poderia ter para o caso.
“Entendemos desnecessária o aguardo dessas imagens para o nosso parecer. As imagens seriam da área externa do hotel e a acusação é o que aconteceu entre quatro paredes”, disse Estefânia.
