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São Paulo: Derrota ainda atormenta camisa 10 do Liverpool em 2005

O dia 18 de dezembro de 2005 é uma data inesquecível para todo torcedor são-paulino. Quase 14 anos depois, a final do Mundial de Clubes entre Liverpool e São Paulo também vive fresca na memória do então dono da camisa 10 dos Reds, Luis García.

Aposentado dos gramados desde o início de 2014 e atual embaixador de Barcelona, Liverpool e LaLiga, o espanhol revelou em entrevista ao ESPN.com.br que hoje olha para trás e se incomoda com o troféu perdido para o São Paulo, no estádio de Yokohama.

“Foi difícil para mim. Para ser honesto, para um jogador aposentado, perceber que você teve a chance de vencer aquele título e não o fez é bastante frustrante. Se eu pudesse, voltaria no tempo e tentaria fazer algo diferente para tentar vencer porque é um troféu especial”, lamenta.

García virou ídolo em Anfield ao se destacar na vitoriosa campanha do Liverpool na Champions League da temporada 2004/2005. O então meia direita marcou cinco gols apenas na fase de mata-mata, sendo que dois deles decidiram as quartas de final, contra a Juventus, e as semifinais, contra o Chelsea. A conquista do Mundial de Clubes deveria vir com naturalidade.

"Eu ainda acho que poderíamos ter vencido aquele jogo porque éramos o Liverpool e o São Paulo, provavelmente, era o azarão. Mas nós encontramos um oponente muito complicado, que marcou um gol cedo e para nós foi muito difícil de reverter depois”, relembra.

Ao tentar encontrar um motivo especial para a vitória do tricolor paulista, Luis García não tem dúvidas ao apontar o responsável: Rogério Ceni, responsável por 8 defesas naquele dia, algumas delas cinematográficas.

“Tivemos três gols anulados e um goleiro que foi muito difícil de bater. Ele estava em todas, fazendo defesas incríveis. Talvez tenha sido o melhor jogo da carreira dele. Tenho que dizer que ele era um goleiro fantástico”, finaliza.