Principal nome do Lyon em 2026 e vivendo grande expectativa de ser um dos nomes convocados por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Endrick concedeu entrevista à revista Placar e abriu o jogo sobre diversos assuntos, dentre eles, sobre se Neymar deveria ou não ser chamado pelo italiano ao Mundial.
Apesar de Neymar se tratar de um “concorrente” por vaga na seleção, Endrick desejou que o astro esteja em condições físicas para brigar por uma posição no Mundial e o chamou de “jogador incrível”.
“Eu não tenho uma decisão muito formada. A gente sabe que o Neymar é o Neymar, é um grande jogador. Eu pude ver o jogo dele contra o Atlético-MG e a gente vê que é um jogador incrível. E fico muito feliz de poder ver ele jogar, ver que ele está bem, ver ele com a família, com as filhas deles. Ver que ele está bem no Santos”, iniciou.
“Espero que Deus possa abençoá-lo para que não tenha nenhuma lesão, que possa conseguir jogar o máximo de jogos possíveis para poder, pelo menos, ter sido cotado para a seleção. É um grande jogador, a gente sabe do potencial incrível que ele tem. Que Deus possa abençoá-lo no dia 18”.
“Mas, claro, primeiramente que seja feita a vontade de Deus, depois do Ancelotti. Se ele for para a seleção, não tenho dúvida que vai se doar inteiro para a equipe. Não só para a equipe, mas para todas as pessoas da CBF”, explicou Endrick.
O atacante do Lyon comentou também a respeito do medo que tem de perder a Copa do Mundo. E o temor não é à toa. Nas últimas semanas, peças fundamentais da Seleção Brasileira como o zagueiro Eder Militão e o atacante Estêvão sofreram graves lesões.
Antes disso, Rodrygo, do Real Madrid, sofreu grave lesão no joelho e não irá à Copa. “Tenho [medo de perder a Copa], sempre tem. Infelizmente, tem a questão das lesões e esse é o maior medo que eu tenho. Tanto que, infelizmente, aconteceu com o Rodrygo. O medo a gente sempre vai ter, é horrível esperar por quatro anos e perder [a Copa]”.
“Tem três anos para se machucar, mas logo no quarto? Eu não sei se vou estar lá, porém não estar por conta de uma lesão, e não por não ter sido escolhido, seria difícil. Uma coisa é ser cotado, e você pode ser chamado ou não. Outra coisa é a lesão. Então, o meu maior medo é o da lesão mesmo”.
“Mas, se Deus quiser, nada vai acontecer. Não só comigo, mas com todos os jogadores do Brasil, para que todos possam estar aptos a brigar pela vaga”, finalizou.
Cobrança pública no Lyon e ‘fala infeliz’ de treinador
À Placar, Endrick também falou abertamente sobre a recente polêmica que viveu com a camisa do Lyon ao ter sido cobrado publicamente pelo técnico Paulo Fonseca. O fato aconteceu no início de abril. Na oportunidade, o português disse que “não estava satisfeito” com o desempenho do atacante.
“Acho que foi uma crítica onde ele (Paulo Fonseca) pôde falar que, realmente, no jogo contra o Angers eu estava cansado. Eu falei para o pessoal que não pude fazer uma partida de intensidade máxima, não foi uma partida boa”.
“Depois, no outro dia, [a fala dele] foi um ato infeliz, que ele me chamou para conversar porque repercutiu um pouco mal. Meus companheiros falaram: ‘Pô, por que ele não te chamou? É estranho, você ajuda o time, troca resenha, é um garoto da hora. Por que falar publicamente? E aí depois do treino ele me chamou, e conversamos'”, disse Endrick, que ressaltou ter sido vítima de uma “fala infeliz”.
“Foi uma fala dele infeliz que repercutiu, mas é coisa do futebol. Acho que a gente tem que demonstrar no campo, demonstrar jogando. E é isso, os treinadores são assim. Às vezes têm que falar coisas. Eu falei até [para ele] depois, que pensei que ele fosse me chamar para conversar”.
“Mas se falar publicamente, se retrucar ou buscar outras coisas é pior. O melhor é seguir jogando. Depois a gente conversou, ficou tudo tranquilo. Agora é seguir nesses últimos jogos bem para, se Deus quiser, levar o Lyon à Champions League, que é nosso objetivo nesta temporada”, finalizou.
