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Militão, o zagueiro de R$ 215 milhões do Real Madrid que não conheceu Zidane por não gostar de futebol

Éder Militão ainda não tinha completado seis meses de vida quando Zinedine Zidane comandou a França campeã da Copa do Mundo na final contra o Brasil em 1998.

O pouco tempo de vida em um dos maiores momentos da carreira do ex-craque, contudo, não são a explicação para o brasileiro não conhecer o francês que será seu técnico no Real Madrid a partir da próxima temporada. Na verdade, Militão simplesmente não gostava de futebol...

“Para ser sincero, não era muito ligado ao futebol. Comecei a ver há pouco tempo. Mas, por vídeos, pelo que o pessoal fala dele, é sensacional. O Casemiro também fala que ele é top”, contou o zagueiro, em preparação para a Copa América, sobre seu futuro treinador.

“Todo mundo fica surpreso porque eu não gostava de futebol. Meu negócio era pipa, bicicleta, correr pela rua... Futebol era a última coisa. Até meu pai falava que não acreditava (que seria jogador), nem eu mesmo. Mas acho que quando era para ser, acontece”, completou.

Militão, curiosamente, se tornou o primeiro reforço de Zidane em seu retorno ao Real Madrid, deixando o Porto por 50 milhões de euros, ou mais de R$ 215 milhões na cotação atual.

O valor faz do defensor o zagueiro mais caro já contratado pelo Real e o terceiro brasileiro no quesito na história do clube – perdendo apenas para Kaká e Vinicius Jr. Nada, porém, que deslumbre o ex-jogador do São Paulo, que disputou a última temporada pelo Porto.

“Realmente não imaginava. As coisas estão acontecendo muito rápido na minha vida. Subi com o Rogério, quando vi já estava no Porto. Depois seleção, Real Madrid. Espero que as coisas sigam nesse caminho certo”, disse. “Não tenho nem ideia, não sei nem o que falar... Só jogar futebol. Quando vi, fiquei muito feliz, de estar na história do Real Madrid”, acrescentou.

Para chegar ao Real, Militão já tem uma cartilha de Casemiro, seu companheiro de seleção na preparação para a Copa América e com que já dividiu convocações para amistosos.

“Estou muito ansioso, só chegando lá para ver minha reação como vai ser. É tudo novo para mim. Falei com ele na última convocação, e ele me explicou como funciona, como são as coisas lá. O dia a dia, como é o Zidane, a cultura de lá”, explicou o defensor.

Militão, que não costuma dar entrevistas e não esconde a timidez, tem dificuldade para disfarças a ansiedade de vestir a camisa merengue. “Muito. Não vejo a hora de estar lá, me apresentar, vestir a camisa do Real Madrid e jogar ao lado de Sergio Ramos”.

Uma realidade curiosa para quem começou a carreira sem gostar de futebol e também sem qualquer expectativa que vingaria... O que só foi mudar entre os 16 e 17 anos.

“Quando fui disputar o Mundial sub-17, a partir dali, as coisas vieram acontecendo. Estava em casa, disputei um campeonato por uma escolinha, meu pai disse que tinha um teste em Cotia, fui sem expectativa. Se não passasse, era a mesma coisa. Fui, passei e assim foi indo”, resumiu Militão, o zagueiro de R$ 215 milhões do Real que não gostava de futebol.