Ganhar um Grand Slam sobre a sua maior ídola pode ter rendido à japonesa Naomi Osaka um lugar na lista das mulheres mais ricas entre modalidades esportivas. Isso porque o seu triunfo chamou a atenção de diversas empresas, mas uma em especial.
A garota de 20 anos chamou a atenção do executivo Stuart Duguid, que representa a multinacional IMG (Internacional Management Groug), que é responsável pela gestão de diversos atletas, estrelas, entre outros. “Nós já estávamos gerenciando ela como uma de nossas maiores clientes e estrelas, só baseado no seu jogo e no jeito que ela se comporta quando está em quadra”, contou o agente ao jornal inglês Daily Mail.
“Ela nasceu no Japão, e tem uma bagagem multicultural com descendência do Haiti e dos Estados Unidos, então ela é um pacote completo, além de ser muito honesta e pés no chão. As pessoas têm percebido isso”, completou, afirmando que ela terá uma carreira de sucesso.
A empresa descobriu que investir no mercado asiático pode ser muito lucrativo, conforme passaram a gerenciar o tenista Kei Nishikori. Mesmo sem ganhar um Major, os ganhos do japonês fora das quadras ultrapassam 30 milhões de dólares (cerca de R$ 123 mi) anualmente, atrás apenas do astro Roger Federer.
“Nós gerenciamos Kei, então sabemos como o mercado é forte quando a questão é patrocínio. Existem muitas empresas em que ele é o garoto propaganda e agora estão procurando por uma presença feminina, então esse é o timing perfeito”, disse. “O seu patrocínio de roupa acaba no fim desse ano, então estamos negociando isso com muitas pessoas”, revelou.
Mesmo antes de todo o assédio, a japonesa já estava para anunciar um significante patrocínio na próxima quinta-feira, já visando o vencimento de seu contrato com a Adidas em dezembro, que pode valer cerca de 10 milhões de dólares por ano (aproximadamente R$ 41 mi).
Além da sua humildade, foco e o fato de ser a primeira japonesa a vencer um Grand Slam, Duguid conta que conhece bem a família de Osaka e esse é um dos pontos altos de sua carreira.
“A família é muito leal e trabalhadora, eles colocam todos os seus esforços nas suas filhas. Sua mãe estava trabalhando em tempo integral até nove meses atrás em um escritório da Mitsubishi em Miami. Eles vivem nos subúrbios da cidade, então ela tinha que dirigir uma hora e meia todos os dias para chegar lá, voltar para casa e cuidar das questões de suas filhas”, relembrou. “Eles têm uma ética de trabalho incrível”, finalizou.
Mas toda a união não foi suficiente para que seu pai, Leonard Francois, estivesse presente na inédita vitória da atleta no US Open. “Eu acho que ele foi caminhar, porque as minhas partidas o deixam muito nervoso. Ele sempre está presente nos meus treinos, mas nunca nas competições”, revelou Osaka.
Mesmo que seu momento de brilho tenha sido conturbado com as discussões entre Serena Williams e o árbitro e as vaias ao fim da partida, a garota de 20 anos diz que isso nunca vai mudar o jeito que olha para sua ídola de infância.
“Eu não sei o que aconteceu em quadra naquele dia, então sempre vou lembrar da Serena que eu amo. Isso não muda nada pra mim. Ela foi muito legal comigo durante o jogo e no pódio, então não acho que isso vá mudar”, disse.
