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20 anos do Penta: Felipão revela por que foi obrigado a dar bronca monstra no grupo durante a Copa de 2002: 'Tive que ser um pouco rude'

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Felipão confessou que foi obrigado a dar uma bela bronca para manter a "família Scolari" em ordem na campanha do Penta, em 2002


Nesta quinta-feira, dia 30 de junho de 2022, completam-se exatos 20 anos da conquista do Pentacampeonato na Copa do Mundo de 2002. Há duas décadas, o Brasil venceu a Alemanha por 2 a 0, no Estádio Internacional de Yokohama, com dois gols de Ronaldo "Fenômeno", e finalmente colocou a 5ª estrela acima de seu escudo.

Para celebrar a data, Luiz Felipe Scolari, atual comandante do Athletico-PR e treinador da seleção no Penta, concedeu entrevista coletiva e relembrou diversos bastidores do título na Coreia do Sul e no Japão.

Uma das melhores histórias lembradas por Felipão foi do dia em que teve que ser "um pouco rude" com o elenco, já que havia alguns jogadores insatisfeitos por estarem jogando pouco no Mundial, o que estava causando problemas.

Com isso, o paizão foi alertado por Murtosa, seu eterno auxiliar, e acabou sendo obrigado a dar uma bela bronca para manter a "família Scolari" em ordem na campanha.

"Houve um momento que acho que foi importante na nossa virada, um momento que tive que tomar uma decisão, tive que ser um pouco rude com meu grupo. Sempre fui muito legal com o grupo. Sempre fui mais pai do que um técnico com eles. Mas teve um tempo que o Murtosa me disse: 'Estou ouvindo aqui que tem determinado jogador que não está contente porque não está jogando. Um entrou cinco minutos no jogo, o outro diz que está sendo usado...'", rememorou.

"Eram três ou quatro jogadores que não estavam descontentes, mas estavam deixando uma ou outra pessoa do grupo em desconforto. Aí disse pro Murtosa que tomaria uma decisão", seguiu.

"Um dia, depois do jogo, estava todo mundo na piscina, relaxando, fazendo massagens, e aí deixei todo mundo lá. Comecei a conversar com eles, comecei bem bravo. Terminei num tom mais ameno, e, depois, os três ou quatro que não jogavam, eu expliquei, na frente de todos, por que eles não estavam jogando, onde é que eles poderiam ser úteis, por que eu estava fazendo essa ou aquela mudança, algo que não é fácil de explicar", salientou.

"Muitas vezes, o técnico não deve explicar, mas, se estiver num ambiente muito bom, termina com a situação que foi montada, ou que foi feita com todos do grupo pra que um ou outro ficasse chateado. Quando eu fiz tudo isso, bravo, depois de tudo, eles me jogaram pra dentro d'água, fizeram várias brincadeiras comigo", sorriu.

"Claro que entendi perfeitamente o que era. Mas acho que foi o dia em que todos se sentiram valorizados, todos ficaram satisfeitos com as explicações e todos entenderam que faziam parte de um grupo", complementou.

Durante o Mundial, Felipão usou todos os jogadores de linha do plantel na campanha. Até mesmo o jovem Kaká, uma das grandes surpresas da convocação para a Copa, entrou em campo por 23 minutos contra a Costa Rica, no último jogo da fase de grupos.

O time-base da seleção, por sua vez, acabou sendo este: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Jr.; Cafu, Gilberto Silva, Kleberson, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldo.