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Bicampeã olímpica diz que adiamento dos Jogos não muda projeção para vôlei feminino: 'Não somos favoritas nem hoje nem em 2021'

Bicampeã olímpica, Sheilla é uma das principais jogadoras do país nos últimos anos e, após ter decretado aposentadoria, voltou para a seleção brasileira em 2019. Mesmo assim, a atleta não esconde sua opinião no que diz respeito ao nível da equipe neste momento, que segundo ela não mudará com o adiamento da Olimpíada para 2021.

“Não somos favoritas nem hoje nem no próximo ano”, disse, sucinta, ao ESPN.com.br.

Sheilla ressaltou contudo que a decisão do adiamento foi a melhor a ser tomada, pensando na saúde de atletas e espectadores. Para a jogadora, a falta de renovação é o principal motivo da queda da seleção nos últimos anos, fato que ela já havia destacado em suas redes sociais em dezembro do ano passado.

“O vôlei brasileiro não é mais o mesmo, não temos renovação! Trabalhamos com realidade! Só que tem pessoas que não sabem ouvir realidades! Parâmetro é a Superliga? Se for tadinha da seleção, das atletas que buscam inspirações. Eu sempre almejei o melhor, pra mim, pro meu time, pra seleção. Comparar com mediano jamais!”, escreveu em resposta a um comentário.

Capitã pede paciência

Outra que voltou com Sheilla em 2019 para a seleção foi Fabiana, meio de rede que é a capitã da equipe dirigida por José Roberto Guimarães. A jogadora pede que não haja comparação deste momento com outros anteriores.

“O processo que se deu após os jogos do Rio é muito delicado especialmente na seleção feminina. Há uma renovação que todos os países passam em algum momento em todos os esportes. As pessoas precisam ter paciência, entender que há uma nova configuração se apresentando e não comparar antigas seleções e conquistas com as futuras seleções que virão até que se forme uma base experiente e sólida. Estamos tentando ajudar nesse processo pra que seja menos abrupto e sem traumas”, relatou ao ESPN.com.br.