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Vôlei: Capitã da seleção planejava gravidez após Tóquio 2020: 'Tudo virou de cabeça pra baixo'

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Renan Dal Zotto, técnico da seleção de vôlei, analisa adiamento da Olimpíada e impacto da medida na equipe (2:54)

Treinador falou com exclusividade ao SportsCenter (2:54)

Quase todos os atletas foram favoráveis ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 para 2021. A capitã da seleção de vôlei Fabiana Claudino, 35 anos, também assumiu que não tinha condições do evento ser realizado esse ano, mas essa decisão pode alterar os rumos de sua vida dentro ou fora da quadra, já que o plano da jogadora era disputar o torneio e depois dar uma pausa na carreira para ficar grávida.

Agora, está entre manter esse plano e planejar a gravidez para o fim de 2021 ou deixar de lado as Olimpíadas.

“Esse ano era uma oportunidade de brigar e lutar para jogar mais uma Olimpíada e dando tudo certo eu daria uma pausa após os Jogos. Tenho sonho de ser mãe e achamos que seria bom momento após Tóquio. Minha vida estava certa até tudo virar de cabeça pra baixo com o Coronavirus. Ainda estou pensando o que fazer na verdade. Agora é me reestruturar, conversar em família e ver o que se pode ser feito. Não tem nada decidido”, contou ao ESPN.com.br.

Bicampeã olímpica em 2008 e 2012, Fabiana disputou ainda os Jogos de Atenas (2004) e do Rio de Janeiro (2016). A atleta chegou a se aposentar da seleção em 2016, mas voltou em 2019 e lidera agora um grupo que passa por reestruturação sob o comando de José Roberto Guimarães.

Pensando no grupo, a central afirmou que há pontos positivos e negativos nesse adiamento.

“Quando você já tem um cronograma de trabalho fechado, especialmente em ano Olímpico, é complicado quando tudo desmorona. É ruim e bom ao mesmo tempo. Ruim porque se estava em uma crescente de preparação e agora temos que nos manter em forma da melhor maneira possível. Ao mesmo tempo que na batida que todas nós estamos há anos, descansar também não é algo que podemos chamar de ruim”, finalizou.