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Rugby: Os chutes e defesas nas Copas do Mundo

Na história das 8 Copas do Mundo de Rugby dois fatores foram decisivos nas conquistas, a qualidade dos chutes e o sistema defensivo, especialmente quando orquestrados pelo camisa 10 e 15, pois deles ocorrem os momentos mágicos que definem uma partida, assim como os erros históricos que selam de forma triste o destino de um jogo. Alguém desconhece ou não se lembra de Gavin Hastings da Escócia em 1991?

A 9ª Copa do Mundo que começa no dia 20 de setembro no Japão tem tudo para manter a escrita dos chutadores decisivos, que com técnica apurada combinada com nervos de aço foram fundamentais para suas seleções conquitarem a sonhada Taça Willian Webb Ellis. Podemos citar alguns como Grant Fox (1987), Michael Linnagh(1991) Joel Stransky(1995), Stephen Larkhan (1999), Jonny Wilkinson (2003), Percy Montgomery(2007), Stephen Donald(2011) e na ultima edição em 2015 o abertura Daniel Carter.

Analisemos nas posições chaves, que são as ímpares, ou seja, onde não tem dois com mesmo nome de posição e que formam a espinha dorsal da equipe, encontramos os números 2,8,9, 10 e 15. O camisa 2 (hooker), 8(oitavo) e o 9 (scumhalf), que já comentamos anteriormente. Hoje vamos indicar os melhores como camisa 10(abertura) e camisa 15(fullback) por ordem que podem brilhar na Copa e os motivos:

Aberturas, camisa 10

1 – Owen Farrell: Inglaterra, inteligência, precisão, eximio chutador e defesa

2 – Jonny Sexton: Irlanda. Armação, defesa, visão e finalização

3 - Beauden Barrett: Nova Zelândia, drible, velocidade e finalização

4 – André Pollard: África do Sul, visão, armação e eximio chutador

5 – Finn Russell: Escócia, habilidade, drible e armação

6 - Dan Biggar: Gales, calma, precisão, defesa e armação

7 - Nico Sanchez: Argentina, eximio chutador e defesa

8 - Christian Lealiifano: Australia, liderança, defesa e armação

9 - Camile Lopez: França, visão e armação

Fullbacks, camisa 15

1 – Ben Smith: Nova Zelândia, técnica, segurança e finalização

2 – Lian Willians: Gales, habilidade, finalização e versatilidade

3 – Kurtley Beale: Australia, técnica, habilidade e finalização

4 - Robbie Kearney: Irlanda, contra-ataque, defesa e finalização

5 – Villie le Roux: África do Sul, velocidade, habilidade e finalização

6 - Elliot Dayle: Inglaterra, segurança, eximio chutador e finalização

7 - Maxime Medard: França, inteligência, experiência e improviso

8 – Stuart Hogg: Escócia, habilidade, velocidade e finalização

No mundial de rugby o plantel é mais importante que apenas ter um time bom, como ficariamos de camisa 22 (o reserva do camisa 10), e no numero 23 (reserva do camisa 15) e ai podemos colocar qual dos reservas mantem o nivel do titular:

Reserva Abertura, camisa 22

1 – George Ford: Inglaterra, mantem e pode até melhorar

2 – Joe Carbury: Irlanda. não mantem o padrão

3 - Richtie Mo’ounga: Nova Zelândia, mantem o padrão

4 – Elton Janties: África do Sul, mantem o padrão

5 – Adam Hastings: Escócia, não mantem o padrão

6 - Rhys Patchel: Gales, mantem o padrão

7 - Ben Urdapilleta: Argentina, não mantem o padrão

8 - Bernard Folley: Australia, mantem o padrão

9 - Romain N’Tamack: França, não mantem o padrão

Reserva Fullback, camisa 23

1 – Jordie Barrett: Nova Zelândia, não mantem o padrão

2 – Leigh Halfpenny: Gales, mantem o padrão

3 – Dane Haylet-Petty:Australia, não mantem o padrão

4 - Andrew Conway: Irlanda, não mantem padrão

5 – Warrick Galant: África do Sul, mantem o padrão e pode até melhorar

6 - Anthony Watson: Inglaterra, mantem o padrão

7 - Thomas Ramos: França, não mantem o padrão

8 - Blair Kinghorn: Escócia, não mantem o padrão

No jogo de linhas que chamamos de ¾, abertura e fullback formam a inteligência tática em campo, o primeiro como transição e posicionamento para as ações da linha e o segundo orientando o posicionamento e sendo o último homem quando sua equipe for atacada. Os dois transitam no campo como lideres, o que significa que seu perfil individual dará a característica de como sua equipe se porta em campo e são vitais para a conquista do título. Dentro desse perfil encontramos equilibrio, embora com características diferentes de jogadores nas principais seleções, ou seja, Nova Zelândia, África do Sul, Inglaterra, Gales e Austrália eles conseguem manter o padrão, enquanto potencias como Irlanda, Argentina e França, alem da Escócia, poderão ter dificuldades quando precisarem do banco de reservas.

Teremos uma grande Copa do Mundo no Japão, talvez a mais acirrada disputa pelo título de todos os tempos. E melhor ainda, todos os jogos ao vivo e com exclusividade você vera nos Canais ESPN e no WatchESPN a partir de 20 de setembro.