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Olimpíadas: herói do Brasil, Santos superou infância sofrida e agora é a esperança do bi olímpico

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Olimpíadas de Tóquio: Santos pega pênalti, Brasil elimina México e mantém vivo o sonho do bi (1:31)

Nesta terça-feira (3), em Kashima, a equipe do técnico André Jardine venceu o México nos pênaltis por 4-1, após 0 a 0 no tempo normal e prorrogação (1:31)

Um dos destaques da seleção brasileira masculina nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Santos pegou uma penalidade na semifinal contra o México que garantiu uma vaga na final contra a Espanha.

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Mais novo de oito irmãos, ele teve uma infância humilde na roça na pequena cidade de Cabaceiras-PB (cinco mil habitantes) ao lado da família de agricultores. Chegou a ajudar um pouco os pais nas tarefas, mas conseguiu realizar seu sonho de ser jogador.

"Não cheguei a trabalhar em coisas fixas, mas sempre fiz algumas coisinhas para ganhar um dinheiro e ter um momento de lazer ou comprar algo. Eu sou o mais novo da turma e não tinha tanta obrigação", disse ao ESPN.com.br, em 2019.

Após se destacar pelo Porto-PE na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2008, ele foi ao Athletico-PR e viu sua vida mudar. Antes de se destacar, ele precisou esperar alguns anos até conseguir uma chance nos profissionais.

"Tive paciência, tranquilidade e perseverança de correr atrás para chegar aonde eu queria", disse.

Grande fã de Dida, o arqueiro tem um perfil parecido com o ídolo: é um sujeito mais reservado, calmo e não costuma fazer defesas espalhafatosas.

"Ele tinha uma forma de jogar bem diferente dos demais, era muito frio e tranquilo. Me espelhava nele e tenho muita admiração por ele".

Da mesma forma que o ex-goleiro do Milan, Santos de destaca desde a base nas defesas de pênaltis. No Torneio de Onbendorf, na Alemanha, o Athletico-PR venceu na final o Borussia Dortmund - que tinha Mario Gotze - nas penalidades com duas defesas de Santos.

No time principal, ele também brilhou em disputas nos títulos da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019.

Contra o Flamengo, ele defendeu duas cobranças no Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Na semifinal contra o Grêmio (vitória por 5 a 4 nos pênaltis), ele pegou a penalidade de Pepê.

"No momento do pênalti é um jogo mental e quem estiver mais preparado e com foco total leva a melhor. Claro que treinamos, mas esse momento de concentração é apenas você e o batedor na hora. O resto do mundo todo se apaga. É colocar em prática o que você trabalha e acredita", relatou.

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Com todo o destaque, Santos foi convocado algumas vezes por Tite para a seleção brasileira principal e foi chamado por André Jardine para os Jogos. Em cinco jogos, ele levou apenas três gols.