<
>

Olimpíadas de Tóquio marcam a 'Última Dança' de Formiga e Marta com a seleção brasileira

Quando se pensa em futebol feminino, é impossível não pensar em Formiga e Marta. As duas craques da seleção brasileira são a representação máxima do esporte no Brasil - e no mundo. Em Tóquio, nas Olimpíadas, a dupla fará sua 'Última Dança' e terá a chance de sair com o tão sonhado ouro.

Formiga veste a amarelinha desde 1995 e está indo para sua 7ª participação em Jogos Olímpicos, um recorde absoluto no futebol. Marta estreou na seleção em 2002 e caminha para sua 5ª Olimpíada.

A caminhada brasileira começa na madrugada desta quarta-feira (21), às 5h (Brasília), contra a China, e ambas vão em busca do ouro inédito para o Brasil e que esteve muito próximo em duas oportunidades.

A Olimpíada de Atenas

Em 2004, na Grécia, a seleção brasileira era uma das favoritas ao ouro, ao lado dos Estados Unidos, Alemanha e Suécia. Na fase de grupos, o Brasil teve pela frente as americanas, a Austrália e as donas da casa.

Na estreia, vitória por 1 a 0 sobre as australianas com gol de Marta, que fazia sua primeira partida em Olimpíadas na carreira. Na sequência, uma derrota por 2 a 0 para os EUA e uma goleada por 7 a 0 sobre a Grécia colocaram a equipe na 2ª colocação do Grupo G e nas quartas de final.

Na primeira partida do mata-mata, um show da dupla Formiga e Marta. A volante marcou dois, a camisa 10 um e mais 2 gols de Cristiane fecharam o placar em 5 a 0 para o Brasil sobre o México. Na semi, vitória por 1 a 0 sobre a Suécia com um gol decisivo de Pretinha.

Em 26 de agosto de 2004, a seleção brasileira passou pelo que talvez seja o maior trauma dessa geração. Na final, era a chance da vingança contra as americanas. Aos 39 minutos, Tarpley abriu o placar para os Estados Unidos.

O Brasil passou a dominar a partida e chegou ao empate faltando 15 minutos para o fim do tempo regulamentar, com gol de Pretinha.

Na prorrogação, porém, um gol de Abby Wambach no 2º tempo quebrou os corações dos torcedores e jogadoras brasileiras, deixando o Brasil com a medalha de prata.

A Olimpíada de Pequim

Quatro anos depois, o Brasil foi a Pequim novamente como favorito e com sede de vingança. Na estreia, empate sem gols com a Alemanha. Depois, vitórias por 2 a 1 sobre a Nigéria e 3 a 1 sobre a Coreia do Norte colocaram a seleção nas quartas de final.

No mata-mata, uma vitória por 2 a 1 sobre a forte seleção da Noruega colocou o Brasil frente a frente com as alemãs na semifinal. Com show de Marta, Formiga e Cristiane, a seleção fez 4 a 1, de virada, e chegou na final cheia de moral para, novamente, disputar o ouro com os Estados Unidos.

Mais uma vez, o Brasil teve uma excelente atuação, pressionou as americanas e, dessa vez, parou na goleira Hope Solo. Depois do 0 a 0 no tempo regulamentar, a prorrogação voltou a assombrar a seleção canarinho.

Dessa vez, a vilã foi Carli Lloyd, que fez aos 6 do primeiro tempo e deu mais uma prata ao Brasil. Os Estados Unidos eram treinados, inclusive, por Pia Sundhage, atual técnica da seleção.

Tóquio, a Última Dança

Em 2021, Marta e Formiga vão para sua "Última Dança" nas Olimpíadas. A volante chega em Tóquio com 43 anos de idade e, com certeza, será sua participação em Jogos Olímpicos. A camisa 10 terá 35 anos e ainda pode ter uma última Olimpíada na bagagem, mas com a sua dupla essa será oportunidade final de conquistar o ouro.

Para isso, o Brasil tem como principal arma a técnica Pia Sundhage. Com dois ouros pelos Estados Unidos e uma prata pela Suécia, em 2016, a sueca é um dos principais nomes no mundo do futebol feminino e tem a experiência necessária para comandar a seleção à glória.

Além disso, o elenco está renovado. Se não conta com Cristiane, que não foi convocada por Pia, a seleção tem nomes como Ludmila, que é um dos destaques do Atlético de Madrid, Andressinha e Andressa Alves.

Com todos esses fatores ao seu lado, Formiga e Marta tentam deixar para trás os fantasmas das outras edições e, quem sabe, fechar o ciclo olímpico de suas carreiras com chave de ouro - literalmente.