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Carol Solberg, absolvida, fala sobre julgamento no STJD do vôlei: 'Desrespeitoso e extremamente machista'

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Carol Solberg não crê que absolvição no STJD fará regras para manifestações ficarem mais brandas (1:01)

Atleta do vôlei de praia foi a julgamento por ter se manifestado politicamente após um jogo (1:01)

Na segunda-feira passada, a jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi absolvida na última instância pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) por 5 votos a 4 após receber uma advertência no primeiro julgamento por ter gritado "Fora, Bolsonaro" no microfone do SporTV ao final de uma etapa do circuito nacional em outubro.

Em entrevista exclusiva à ESPN, a atleta de 33 anos acredita que a decisão não abrirá portas para que outros esportistas se posicionem politicamente: "Se tiver outra manifestação ou qualquer outro tipo de coisa, vai ter um mega burburinho de novo" (assista à resposta acima).

Carol Solberg também revelou uma das razões pela qual recorreu da primeira decisão do STJD: ela disse que se sentiu "muito desrespeitada" durante a audiência, especialmente pelo presidente do órgão, Otacílio Soares de Araújo.

"Ele me tratou como se eu fosse uma criança que ele tivesse dando uma bronca, um puxão de orelha. Achei que ele foi extremamente machista, eu duvido que ele teria falado com um homem daquela forma, então, eu me senti muito desrespeitada mesmo, e eu não podia me manifestar ali, não podia falar nada".

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Carol Solberg, absolvida, fala sobre julgamento no STJD: 'Desrespeitoso e extremamente machista'

Atleta do vôlei de praia conta em detalhes como foi a situação, na qual esteve por ter se manifestado politicamente após um jogo