Lucas Pinheiro Braathen não está só! Conheça os brasileiros que disputam o Mundial de Esqui Alpino

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Lucas Pinheiro, 1º medalhista do Brasil no esqui alpino, explica por que 'trocou' Noruega pelo país: 'Liberdade' (3:03)

Filho de pai norueguês com mãe brasileira defendia a Noruega até 2023 e explicou a mudança em entrevista exclusiva para a ESPN (3:03)

Os melhores esquiadores do planeta estão reunidos em Saalbach-Hinterglemm, na Áustria, para a disputa do Mundial da modalidade, e o Brasil terá três representantes na competição, que tem transmissão das principais provas em português no Disney+.

A menos de um ano das Olimpíadas de Milão-Cortina, a delegação brasileira é liderada por Lucas Pinheiro Braathen. O esquiador de 24 anos é uma grande estrela do esporte, uma vez que foi campeão do circuito mundial em 2023, quando ainda representava a Noruega, país onde nasceu e cresceu.

No final do ano em que conquistou o Globo de Cristal (troféu dado ao campeão geral do circuito mundial), Lucas anunciou sua aposentadoria precoce, mas retornou às competições em 2024 representando a bandeira brasileira, nacionalidade de sua mãe. Com as cores verde e amarelo, o filho de norueguês já subiu ao pódio em três etapas da atual temporada do circuito mundial de esqui alpino, conquistando as primeiras medalhas do Brasil na elite da modalidade.

Pinheiro tem uma personalidade autêntica e quer "dançar" muito no Mundial de Esqui Alpino, em que disputará as provas do slalom gigante e slalom. A primeira está prevista para a manhã desta quinta-feira (13) com a classificatórias a partir das 06h da manhã. As descidas da final estão marcadas para sexta (14) às 05h45 e 09h da manhã, no horário de Brasília.

No slalom, disciplina que conquistou o Globo de Cristal em 2023, Lucas Pinheiro deve iniciar as descidas classificatórias no sábado (15) às 06h. A final da categoria mais prestigiada do esqui alpino, acontece no domingo, às 05h45 da manhã, no horário de Brasília.

"A gente quer entrar nesse campeonato feliz, com essa missão que é mais importante do que só medalhas. Essa é uma oportunidade de levar a bandeira brasileira para um campeonato mundial e é a primeira chance que o Brasil tem de ganhar medalhas nesse nível desse esporte."

Felizmente, Lucas Pinheiro Braathen não está sozinho. Além da torcida brasileira, ele terá a companhia de outros dois competidores brasileiros. Giovanni Ongaro e Christoph Brandtner.

Filho da brasileira Cleide da Silva Souza, Giovanni nasceu e cresceu na Itália, mas passou a defender o Brasil nessa última temporada. Aos 21 anos, Ongaro é o segundo brasileiro mais bem colocado no ranking da Federação Internacional de Esqui Alpino (FIS) e, mesmo morando a vida inteira no país europeu, tem laços estreitos com o país de sua mãe.

"O que mais gosto no Brasil é a comida, que adoro tanto que procuro muitas vezes também na Itália. Também aprecio o carisma das pessoas, inspirado em figuras históricas como Pelé. Além disso, acho as paisagens incríveis e as praias do Brasil são verdadeiramente fascinantes”, disse em depoimento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Quem está se sentindo em casa no Mundial de Esqui Alpino é o brasileiro Christoph Brandtner. Filho de mãe brasileira com pai austríaco, o esquiador de 18 anos já disputou mais de 50 provas na Áustria, país-sede da competição.

"Sempre vivemos, minha família e eu, aqui na Áustria, porém sempre mantive, contato muito próximo com meus avós, tios, primos e amigos brasileiros. Desde que comecei a esquiar, falava que eu vestiria o uniforme brasileiro no futuro. A vontade de fazer a bandeira do Brasil balançar em solo europeu está viva em meu coração”, contou Christoph também em depoimento ao COB.

Além do desejo de levar as cores verde e amarelo a uma posição de destaque nos alpes suíços, os três brasileiros tem um outro objetivo bem claro: a classificação para os Jogos Olímpicos de Inverno, marcados para o próximo ano, em Milão-Cortina.

As provas valem pontos no ranking mundial, que já tem Lucas Pinheiro entre os 10 melhores colocados. Se conseguirem uma boa colocação na competição, o trio brasileiro pode conquistar uma ou até duas vagas para o Brasil. Além do trio, Valentino Caputi também está na corrida olímpica.

O esqui alpino, um dos esportes de inverno mais tradicionais, é a única modalidade que o Brasil esteve representado e todas as Olimpíadas de Inverno desde a sua estreia em Albertville, na França, em 1992.

Em Milão-Cortina, a delegação brasileira já está garantida no esqui alpino feminino, após Alice Padilha garantir o índice técnico, e no esqui cross-country masculino, com uma vaga conquistada por Manex Silva no Mundial Sub-23