Leonardo Jardim não concordou com a expulsão de Jorge Carrascal ainda no primeiro tempo da derrota do Flamengo para o Palmeiras, por 3 a 0, neste sábado (23), no Maracanã. Também discordou que o rival alviverde tenha sido superior em campo, mesmo com o placar final da partida.
"Em relação à expulsão, foi uma situação que condicionou o jogo. Mesmo jogando com 10, acho que ainda algum tivemos um volume muito superior ao adversário. O adversário, com 11, só aproveitou contra-ataque, como o que aconteceu o gol", iniciou o português, em entrevista coletiva.
Ao falar especificamente sobre o colombiano, Jardim revelou ainda não ter conversado individualmente com o atleta, mas foi claro ao discordar do cartão vermelho e citou uma possível "perseguição" ao Flamengo.
"Com Carrascal, ainda não falei individualmente. Falamos somente no grupo. Com Carrascal, é isto: há uma coisa que é jogo agressivo e outra coisa que é pé alto. Eu acho que foi mais pé alto do que jogo agressivo, e pé alto normalmente é cartão amarelo. Ano passado, vi Inter x Palmeiras, um pé alto de um jogador do Palmeiras, e o árbitro não expulsou. Mas acho que é muito fácil dar cartões vermelhos ao Flamengo", disparou.
"Um jogo que o árbitro optou por um nível de agressividade alto, o Jorginho levou uma porrada logo no início, e o árbitro não disse nada, mandou jogar. E depois, em um pé alto, que não leva para a agressão, ele tenta dominar com o pé, o jogador se joga... Como foi no segundo gol, Varela tenta tirar, e o jogador ganha, é um lance semelhante, como o do Internacional ano passado. Não acho que são lances de agressão. No Cruzeiro x Palmeiras ano passado, o Goméz fez uma entrada na perna do jogador nosso, visível, e foi cartão amarelo. Por isso não percebo os critérios. O que percebo é que, contra o Flamengo, é fácil tirar o cartão vermelho e dar", seguiu.
Em outros momentos da entrevista, Jardim voltou a cutucar o Palmeiras e a arbitragem. Citou, por exemplo, números que afirmou ter de um relatório que recebeu prévio à partida sobre o árbitro Davi de Oliveira Lacerda, e também uma declaração do rival Abel Ferreira, que afirmou que o juiz da partida deste sábado precisaria de "coragem".
"Eu não vou falar do árbitro. Eu faço sempre um relatório dos árbitros que vão apitar nossos jogos. E esse árbitro tem um histórico com o Palmeiras que não precisamos falar. Com Chapecoense, Vitória... Foram atos de coragem muito grandes. Se vocês reverem, vão ver. Sempre para a mesma cor. Esse é o ato de coragem", ironizou.
"Eu vejo dados. Você sabe qual o aproveitamento do Palmeiras com esse árbitro? 90 e tanto por cento. O do Flamengo? Menos de 50%. Uma equipe que normalmente ganha muito. Dados, eu vejo. Opiniões é para as pessoas depois. Vejo ideias de apitar, mas gosto de balizar as coisas. Não podemos ter, na mesma situação, critérios diferentes. Isso não posso aceitar", completou.
Jardim também foi questionado sobre a atuação individual de Rossi, goleiro que acabou não indo bem em dois dos três gols do Palmeiras. O técnico defendeu o comandado e voltou a afirmar que sua equipe foi superior no Maracanã.
"Eu, como treinador, sou responsável pelos erros individuais dos meus jogadores. O Palmeiras, com certeza, não ganhou por dominar o Flamengo, isso ficou muito bem provado naqueles 20 minutos iniciais, ficou provado mesmo com um jogador a menos, mas erros individuais acabaram por ditar regras. O treinador é responsável pelo erro individual dos jogadores, não vou tirar minha responsabilidade. Quando as coisas não correm bem, eu sou responsável", finalizou.
Próximos jogos do Flamengo:
Cusco (C) - 26/05, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores - Transmissão do plano premium do Disney+
Coritiba (C) - 30/05, 16h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Chapecoense (F) - A definir - Campeonato Brasileiro
Próximos jogos do Palmeiras:
Junior Barranquilla (C) - 28/05, 19h (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores
Chapecoense (C) - 31/05, 16h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Coritiba (F) - A definir - Campeonato Brasileiro
