Despedida do Arsenal? Gabriel Jesus abre o jogo à ESPN sobre futuro

Em entrevista exclusiva à ESPN após marcar o gol da vitória sobre o Crystal Palace, neste domingo (24), pela última rodada da Premier League, o atacante Gabriel Jesus não deu um direcionamento concreto sobre seu futuro.

O brasileiro tem contrato apenas até o meio de 2027 com os Gunners, e há muita incerteza se ele seguirá em Londres ou se buscará uma nova equipe.

Vale lembrar que, na atual temporada, o artilheiro ficou boa parte do ano em recuperação de lesão. Quando regressou aos gramados, foi reserva de Gyökeres na maior parte do tempo.

"Muito se fala (sobre futuro) e eu sou muito sincero. Não é fácil para um jogador que busca sempre estar evoluindo e ajudando dentro de campo no que vem acontecendo... Mas é o que eu disse, sou bem respeitoso, respeito muito o treinador, meus companheiros principalmente", iniciou.

"Eu tive a minha contribuição quando eu voltei. Para muitos eu ia voltar calmo, ia demorar mais. Mas, desde o primeiro jogo da Champions, eu voltei com tudo, sem desconfiança, e joguei a maioria dos jogos. Não é fácil mentalmente, eu tive resilência e respeitando o treinador", seguiu.

"O futuro a Deus pertence. Ainda tenho um ano de contrato com o Arsenal. Eu quero jogar, quero demostrar para mim que eu posso jogar em alto nível", ressaltou.

"Hoje, eu poderia ter feito mais dois, três gols. Isso mostra para mim que eu ainda sou um jogador que consegue jogar em alto nível mesmo com uma lesão tão grave. Tenho minha cabeça no lugar, penso todos os dias sobre como manter a cabeça no lugar, treinar forte e me mandar firme", complementou.

O brasileiro também falou grosso quando questionado sobre a pressão que o Arsenal vinha sofrendo por supostamente "pipocar" na hora decisiva da Premier League.

Gabriel destacou a resiliência dos Gunners e afirmou que o elenco já está pensando no próximo grande objetivo: a final da Champions League, contra o PSG.

"Não é fácil (ser campeão da Premier League). Estamos falando da liga mais competitiva do mundo, que tem times gigantes e os times que brigam pelo meio de tabela podem te tirar pontos, é uma liga muito difícil. Competir contra um time que vem ganhando sem tanta pressão igual a gente tem, depois de 22 anos, com tanto craques, tantos jogadoras geniais que não conseguiram, é normal que a pressão chegue", argumentou.

"Isso mostra que temos trabalhado no caminho certo e que Deus tem abençoado o caminho. Esse ano foi uma prova da resiliência, não só da Premier League como também chegando pela segunda vez na final da Champions League. Esse grupo está de parabéns, esse elenco está de parabéns. Agora é comemorar muito a Premier League, que temos buscado muito. A partir de segunda e terça-feira, é focar no PSG", finalizou.