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Ambição máxima nas Olimpíadas, impor respeito às rivais, ser referência: Aitana Bonmatí exclusivo à ESPN

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Olimpíadas: Brasil pode vencer a Espanha no futebol feminino? Aitana Bonmatí é sincera: 'Tem jogadoras para competir' (0:35)

Jogadora da seleção espanhola, eleita a melhor do mundo em 2023, concedeu entrevista exclusiva à ESPN (0:35)

O sucesso da seleção espanhola feminina de futebol passa também pelos pés de Aitana Bonmatí. A meia de 26 anos está em constante evolução, sendo cada vez mais decisiva com visão de jogo, assistências e gols. E ela quer mais.

"Campeã de tudo" pelo Barcelona, a camisa 6 liderou a Espanha aos títulos inéditos da Copa do Mundo e da Nations League, buscando agora o ouro olímpico logo na primeira participação do país na competição.

"Somos uma equipe ganhadora e competitiva", definiu Aitana em entrevista exclusiva à ESPN na última segunda-feira, antes do treino da seleção espanhola em Marselha para o duelo contra o Brasil pela semifinal dos Jogos Olímpicos de Paris.

Na conversa, a meia falou das adversárias temerem a Espanha, do que mudou em sua vida ao ser eleita a melhor jogadora do mundo em 2023, do entendimento com as companheiras de Barça e, claro, da seleção brasileira.

Leia abaixo a entrevista completa:

Como avalia a estreia da seleção feminina em Olimpíadas?

É a primeira vez que estamos nos Jogos e já na semifinal. Quando começamos o campeonato, a ambição era máxima, somos uma equipe ganhadora, competitiva, ganhamos Mundial e Nations League e queremos sempre chegar o mais longe possível. Nos encontramos às portas de uma final, não foi fácil, porque é um torneio muito exigente, mas aqui estamos e com vontade de poder chegar à final.

Brasil 'na retranca' na primeira fase surpreendeu?

Acredito que as equipes mudam quando nos enfrentam. Às vezes analisamos os rivais e pensamos que vão jogar de uma forma, mas quando jogam contra a Espanha, os rivais mudam porque certamente geramos respeito às equipes. Sim, me surpreendeu, porque o Brasil tem jogadoras para competir e ir mais ao ataque, no entanto estiveram muito atrás durante todo o jogo, ainda mais depois da expulsão de Marta. No final, acredito que causamos isso nas outras equipes".

Sucesso da Espanha passa pelo Barcelona?

É óbvio que há muitas jogadoras que nos conhecemos há muito tempo, eu falo por exemplo das do Barça, entendemos o futebol da mesma forma, e isso se transfere para o campo. Fica muito mais fácil, você conhece a perspectiva da tua companheira, sabe onde tem que dar o passe, seus movimentos, seus pontos fortes, e tudo isso ajuda, claro que sim.

O que mudou ao ser eleita a melhor do mundo em 2023?

Quando você ganha um prêmio deste nível, você fica mais reconhecida no mundo, alcança mais casas. É algo que dá uma sensação especial, ser referência para meninas, meninos e muita gente, não só crianças. Estou focada em fazer o melhor coletivamente, creio que é o que todas devem fazer, seja no clube ou na seleção. No clube, fizemos uma grande temporada, e aqui na seleção estamos a um passo de estar na final. Agora, todas as minhas energias estão em chegar nesta final.

Pensa em jogar em outras ligas, EUA ou Inglaterra?

Agora mesmo não te posso dizer o que vai acontecer no futuro, daqui a uns anos, vivo muito o presente, mas sou uma pessoa que nunca direi nunca. Sempre abro as portas para tudo, vou vivendo como me sinto a cada momento.

Quem gostou de ver jogar pela seleção brasileira?

No geral, o Brasil para mim é uma equipe que tem muita qualidade, que tem jogadoras desequilibrantes, que marcam a diferença no ataque, por isso digo que me surpreendeu o planejamento do outro dia. Me lembro de um jogo que fizemos na Espanha há uns anos e nós empatamos. Foi um jogo muito competitivo, e gostei muito da Kerolin. Sei que ficou lesionada neste ano, mas já a vimos de volta. Ela me pareceu uma jogadora muito dinâmica, muito ativa, com muita qualidade nos pés, muito rápida também. Se surpreendeu muito, no outro dia trocamos as camisas e gostei de conhecê-la também.