Brasil e Espanha voltam a se encontrar nestes Jogos Olímpicos de Paris nesta terça-feira, às 21h local (16h de Brasília), em Marselha, pela semifinal do futebol feminino.
Na última rodada da fase de grupos, as espanholas controlaram as ações especialmente após a expulsão de Marta e venceram por 2 a 0 em uma partida na qual a seleção canarinho pouco atacou.
E essa postura defensiva surpreendeu Aitana Bonmatí, uma das principais jogadoras do mundo. Em entrevista exclusiva à ESPN antes do treino da Espanha em Marselha, a meio-campista do Barcelona revelou que esperava um Brasil mais agressivo no ataque.
"Acredito que as equipes mudam quando nos enfrentam. Às vezes analisamos os rivais e pensamos que vão jogar de uma forma, mas quando jogam contra a Espanha, os rivais mudam, porque certamente geramos respeito às equipes", disse.
"Sim, me surpreendeu, porque o Brasil tem jogadoras para competir e ir mais ao ataque, no entanto estiveram muito atrás durante todo o jogo, ainda mais depois da expulsão de Marta. No final, acredito que causamos isso nas outras equipes", definiu Aitana.
Técnico da Espanha, Montserrat Tomé foi na mesma linha da jogadora: “O Brasil que vimos jogando contra a França é o Brasil que tínhamos pensado que poderia jogar contra nós. O Brasil é uma equipe assim, que te pressiona alto, que te leva a situações de um contra um, que na parte física e na qualidade te colocam pressão, mas contra nós colocaram um bloco 5-4-1 defensivo e tratando de fazer suas transições. Temos muito analisado o que o Brasil pode fazer, não temos controlado o que pode acontecer, o que eles vão querer propor, veremos”.
Nesse primeiro encontro na Olimpíada, a camisa 6 entrou apenas no segundo tempo quando o placar ainda apontava 0 a 0. Titular para a semifinal, Aitana Bonmatí tem a recordação de um jogo em especial contra o Brasil: amistoso de 2022 em Alicante que terminou empatado por 1 a 1.
Questionada se havia alguma jogadora que gosta de assistir, a meio-campista respondeu: "No geral, o Brasil para mim é uma equipe que tem muita qualidade, que tem jogadoras desequilibrantes, que marcam a diferença no ataque, por isso digo que me surpreendeu o planejamento do outro dia".
"Eu me lembro de um jogo que fizemos na Espanha há uns anos, e nós empatamos. Foi um jogo muito competitivo, e gostei muito da Kerolin. Sei que ficou lesionada neste ano, mas já a vimos de volta. Ela me pareceu uma jogadora muito dinâmica, muito ativa, com muita qualidade nos pés, muito rápida também. Me surpreendeu muito, no outro dia trocamos as camisas e gostei de conhecê-la também", revelou.
Kerolin, então, teria lugar no Barcelona?
"Isso já não depende de mim, eu me dedico a jogar, não a ser diretora esportiva", brincou Aitana. "Mas é uma grande jogadora".
