O Brasil sofreu mais uma vez na mão da arbitragem no judô nas Olimpíadas de Paris. A “vítima” da vez foi Leonardo Gonçalves, que perdeu logo na estreia para Dzhafar Kostoev, dos Emirados Árabes. O brasileiro aplicou um golpe no Golden Score, mas os juízes viram um contra-ataque e deram a pontuação para o atleta árabe.
Leonardo reclamou na hora, ainda no tatame. Depois deu seu ponto de vista do que aconteceu e chegou a fugir um pouco da reclamação.
“Eu não vi se ele caiu de lado ou não. Eu realmente caí com as costas, mas não vi movimento dele me jogar. A decisão é totalmente dos árbitros, eu ficar indignado ou não, não muda a decisão deles”, disse.
Mas o mais curioso aconteceu com o treinador Kiko Pereira. Primeiro, ele disse que a decisão desta quinta poderia ter uma justificativa.
“Eu não vi, daquele ângulo é difícil. Já recebi algumas mensagens de que pode ter sido (waza-ari). O atleta do Emirados Árabes fez o golpe, o Leo se preparou para arremessar ele para trás, como foi na primeira vez. E aí, o atleta dos Emirados Árabes virou. Tem que olhar no vídeo”, disse.
Só que ele viu o vídeo e voltou logo na sequência bem mais revoltado. Kiko enxergou que o movimento do rival foi feito com uma pegada debaixo da faixa, o que é proibido. Ele não só não deveria ter o golpe computado como deveria ter tomado um shido, que representaria a vitória de Leonardo nas punições.
“Olha que absurdo! (O VAR) Contra nós, nada!”, disse.
Já são pelo menos três dias com alguma polêmica contra o Brasil. Na terça, Rafaela Silva ficou sem o bronze nas punições depois que o VAR viu que ela apoiou a cabeça no chão para aplicar um golpe contra a japonesa Haruka Funakubo.
Nesta quarta, a maior das polêmicas: Rafael Macedo perdeu o bronze contra o francês Maxime-Gael Ngayap Hambou com uma punição que ninguém entendeu muito bem na hora e causou uma enorme revolta da equipe técnica brasileira. Até porque o juiz não conseguiu explicar muito bem no começo e deu a entender que seria por uma pegada na manga. Mas a punição foi por envolver a cabeça do rival com as pernas na luta no chão.
