Rafaela Silva acabou ficando sem medalha nas Olimpíadas de Paris, e o motivo que resultou a derrota dela na briga pelo bronze deixou algumas pessoas confusas. A brasileira acabou punida pelo que é chamado de “mergulho”.
A regra foi atualizada e explicada pela Federação Internacional de Judô em 2023.
“Técnicas usando mergulho com a cabeça são perigosas e serão penalizadas. Seguindo o processo de aumentar a segurança do judô, as técnicas do judô devem ser feitas sem que a cabeça vá diretamente para o tatame. O pescoço não é uma parte tão forte do corpo humano. Aterrissar no solo primeiro com a cabeça é arriscado e uma situação muito perigosa”, diz o comunicado.
Na luta desta segunda-feira, o VAR entendeu que Rafaela tenta jogar a rival Haruka Funakubo, mas apoia a cabeça no chão primeiro para fazer o golpe. O juiz de tatame não entendeu, mas o árbitro de vídeo fez a revisão e pediu o shido.
Como a brasileira já tinha duas punições na luta, acabou perdendo o combate – qualquer atleta é derrotado sempre na terceira punição.
A próprio Rafaela falou sobre a regra depois da luta. Ela disse ainda não ter analisado o golpe de hoje, mas até defendeu o intuito de tentar proteger o atleta.
“Essa regra é de fato para proteger o atleta, quando tem o apoio de cabeça, correndo risco de machucar a cervical ou algo do tipo. Não consegui assistir, senti que não encostei a cabeça, mas é a regra. Tem que saber lidar. Infelizmente não foi a meu favor hoje”, disse a brasileira.
