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'Escândalo do drone' nas Olimpíadas faz governo tomar medida contra o futebol feminino do Canadá

Bev Priestman, técnica do Canadá Brad Smith / Getty Images

O "escândalo dos drones" na Seleção Canadense de futebol feminino durante os Jogos Olímpicos de Paris virou caso de estado.

Neste domingo, a ministra do Esporte do país, Carla Qualtrough, revelou à rede estatal CBC que o governo vai segurar parte do orçamento referente à equipe nacional por causa da espionagem.

Ela disse que o contingenciamento valerá até o fim da punição de um ano imposta pela Fifa à técnica Bev Priestman, à auxiliar Jasmine Mander e ao analista Joseph Lombardi. Além disso, a entidade tirou seis pontos do Canadá no torneio olímpico.

"Usar um drone para espionar outro time durante um treino fechado é trapaça", disse a ministra. "É completamente injusto com as jogadoras canadenses e com os times rivais. Isso minimiza a integridade do jogo".

Lombardi foi detido enquanto fazia imagens via drone de um treinamento da Nova Zelândia, primeira adversária canadense nas Olimpíadas. Ele se reportava a Mander, e ambos foram expulsos da delegação.

Inicialmente, Bev Priestman havia pedido para ser afastada da estreia, mas depois a própria Canada Soccer decidiu expulsá-la por terem descoberto outros casos de espionagem.

Atual campeão olímpico, o Canadá está sendo comandado em Paris pelo auxiliar Andy Spence.