Super Bowl: New York Times não perdoa show do Maroon 5: '14ª escolha para atração principal'

O show da banda Maroon 5 no intervalo do Super Bowl LIII, vencido pelo New England Patriots sobre o Los Angeles Rams, foi alvo de críticas pesadas do jornal The New York Times, considerado o mais importante do mundo.

Em texto assinado por Jon Caramanica, crítico do música pop do diário, o veículo destacou diversos pontos fracos da apresentação do conjunto comandado pelo vocalista Adam Levine.

"Maroon 5, uma banda 'quase soul', 'quase rock', totalmente 'sem funk', foi a atração principal do show do intervalo do Super Bowl no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Poderia ter sido a 3ª, ou a 8ª ou talvez a 14ª escolha para o headliner", detonou.

"Em um ano em que o show do intervalo do Super Bowl se tornou um referendo sobre atenção à política, no qual a NFL se tornou o ponto de partida para conversas sobre justiça racial nos EUA, Maroon 5 foi uma escolha cinicamente apta", argumentou, lembrando principalmente as questões envolvendo o quarterback Colin Kaepernick.

"É uma banda neutra, inofensiva, que não promete muito. Por quase duas décadas, ela consegue ser popular sem deixar qualquer marca musical. E é facilmente esquecida, como um dia de tempo ameno", acrescentou.

Caramanica também atacou os aspectos técnicos da apresentação.

"A banda não fez nada demais durante seus 13 minutos e meio no palco. Uma performance que foi tediosa, molenga, e que mereceu algo pior que ser ignorada: um 'dar de ombros'", disparou.

"Foi uma performance sem qualquer essência de uma banda que perdeu sua autoridade moral - se é que ela algum dia teve autoridade moral para perder", caçoou.

"Mas talvez para a NFL, que certamente queria que o show do intervalo fosse o mais banal possível, isso tenha sido uma vitória", complementou.