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'Detail': Peyton Manning analisa Matthew Stafford, dos Lions e explica a leitura da defesa adversária

Nesta quinta-feira o Detroit Lions entra em ação em seu tradicional jogo do dia de Ação de Graças, abrindo a rodada tripla contra o Chicago Bears, às 15h30 (de Brasília), com transmissão da ESPN e do WatchESPN.

Comandando o ataque do time da casa, Matthew Stafford pode esperar muito trabalho contra a defesa de Chicago, e algumas dicas de Peyton Manning podem ser muito bem-vindas.

O ex-quarterback analisou a vitória dos Lions sobre o Miami Dolphins em seu programa “Detail”, exclusivo da ESPN+ nos Estados Unidos. As dicas servem não só para Stafford, mas também para nós, amantes da bola oval.

BRONCA NOS TORCEDORES

Para começar, Peyton indica uma “contagem silenciosa” de Stafford com seu center, ordenando o snap não com uma fala, mas com um tapa na cintura do jogador.

A tática é usada para evitar qualquer tipo de mal entendido quando se joga em ambiente hostil, geralmente fora de casa, com a torcida tentando forçar algum erro. Mas isso também pode acontecer com o time jogando em seu estádio, quando a torcida visitante acaba sendo maioria.

É aí que Manning para a análise para criticar os torcedores donos de carnês para toda a temporada e que acabam vendendo um ou outro ingresso para torcedores rivais. “Não faça isso. Dê o ingresso para seu vizinho, mesmo que não goste muito dele. Ao menos ele torce para o mesmo time”, disse.

IDENTIFICANDO O MIKE

Uma dica que deve ser muito utilizada nesta quinta-feira é sobre como o quarterback lê a defesa adversária para garantir a própria proteção.

Vocês já devem ter ouvido por diversas vezes um quarterback apontando para um rival e dizendo que ele é o “Mike”. Mas quem ou o que é o tal “Mike”?

“Mike é o middle linebacker. É o linebacker que o quarterback quer que sua linha ofensiva seja responsável”, explica Manning, salientando que o QB pode definir qualquer um como o “Mike”, seja ele um linebacker, um safety, ou qualquer outro que esteja sinalizando o centro de uma pressão.

Ao identificar o “Mike”, o QB automaticamente identifica o “Sam” e o “Will”. O primeiro é o defensor que vai atacar o lado forte (strong, daí o S) da linha, geralmente o direito, enquanto segundo vira pelo lado fraco (weak, explicando o W).

Não é raro também o quarterback mudar de ideia e identificar outro jogador como o “Mike”, mudando após notar alguma movimentação da defesa.

VENDENDO A JOGADA

No mesmo jogo Peyton Manning identificou duas formas diferentes de Stafford em fazer a play action, a jogada em que o quarterback finge que vai dar a bola para o running back, mas acaba ficando com ela.

Manning sempre destaca a importância de fazer o adversário “comprar a ideia” do jogo corrido, mas no primeiro exemplo mostrado Stafford faz justamente o contrário. E de propósito.

Um play action ruim, acompanhado por dois recebedores correndo em alta velocidade, fizeram o safety acreditar que se tratava de um passe longo, enquanto o defensor próximo da linha desistiu do running back por ver que ele não estava com a bola mesmo. A decisão do QB? Um screen pass justamente para este corredor, que encontrou um caminho livre para ganhar a primeira descida.

Porém, mais tarde na mesma partida, Stafford faz muito bem a cena fingindo entregar a bola para o corredor, que é automaticamente “engolido” por alguns defensores, dando alguns segundos a mais para o quarterback encontrar seu alvo.

TODO MUNDO NA MESMA PÁGINA

Manning também aproveitou para destacar uma jogada bem errada.

Com apenas alguns segundos antes do two-minute warning, os Lions se alinharam e Stafford começou a sinalizar, apontar e chamar. Até que a bola é colocada em jogo e ele é rapidamente derrubado. O erro? Simplesmente não era para ter acontecido o snap.

Manning lembra que sempre chamava uma “dummy (ou freeze) play”, em que o objetivo era somente tentar cavar uma falta da defesa adversária. Nenhuma jogada havia sido combinada antes, era apenas uma encenação. Mas parece que o center não entendeu direito.