Nesta quinta-feira, às 21 horas (de Brasília), torcedores das 32 franquias da NFL começam a ter uma imagem melhor sobre o futuro de seus times, à medida que forem reveladas as escolhas do Draft 2018, que será transmitido pela ESPN e pelo WatchESPN.
Enquanto se especula que Baker Mayfield, Josh Allen, Sam Darnold ou Josh Rosen podem acabar com a primeira escolha da noite, na noite de 26 de abril completa-se 35 anos de um dos drafts mais gloriosos para a posição de quarterback.
A classe de 83 é frequentemente lembrado por ter tido seis jogadores da posição selecionados apenas na primeira rodada, e nos 16 Super Bowls subsequentes àquele draft, 11 tiveram a participação de um dos calouros daquele ano.
Não à toa, aquela noite em Nova York acabou sendo tema de um 30 for 30, da ESPN. “Elway to Marino”, que você pode conferir no WatchESPN, narra o draft com enfoque em Marvin Demoff, agente de John Elway e Dan Marino.
O primeiro selecionado foi Elway, escolhido pelo Baltimore Colts, mas dono de um capítulo à parte, já que não queria defender a franquia, flertou com o beisebol, e acabou forçando uma troca com o Denver Broncos, com quem conquistaria dois Super Bowls.
Mas o fato mais curioso daquela seleção se deu com Dan Marino. Visto como um dos bons nomes à disposição, muitos questionavam a chance de recrutá-lo por conta de um boato de que o jogador seria adepto ao uso de maconha de forma recreativa.
Depois de Elway, Todd Blackledge foi recrutado pelo Kansas City Chiefs, Jim Kelly pelo Buffalo Bills, Tony Eason pelo New England Patriots e a próxima equipe com necessidade na posição era o New York Jets, 24º a recrutar naquele ano.
Pete Rozelle, então comissário da NFL, fez certo suspense ao revelar a escolha do time de Nova York, pausando logo após dizer que seria um quarterback. Quando o nome de Ken O’Brien, de UC Davis, foi anunciado, os torcedores ficaram chocados.
O Miami Dolphins agradeceu muito a inesperada possibilidade de draftar Marino. Don Shula não se importou com as histórias sobre drogas e fez uma das mais felizes escolhas da franquia na história.
Ken O’Brien teve uma carreira que pode ser considerada sólida, jogando nove temporadas nos Jets com um recorde de 55 vitórias e 59 derrotas, 124 passes para touchdown e 95 interceptações, mas muito distante do QB que seria escolhido logo depois.
Já o 27º recrutado, Dan Marino, ficou 17 anos em Miami, encerrando a carreira com 147 vitórias e 93 derrotas, com 420 passes para TD e 252 interceptações, estabelecendo diversos recordes com seus passes e figurando, hoje, no Hall da Fama do esporte.
