<
>

De treino vendado à maior sequência de vitórias na NFL: como tricampeão revolucionou os Patriots ao trazer de volta 'metodologia Brady'

Mike Vrabel e Drake Maye durante jogo dos Patriots Danielle Parhizkaran/The Boston Globe via Getty Images

Há cerca de um ano, o New England Patriots era um dos piores times da NFL pelo segundo ano consecutivo. No anúncio de Mike Vrabel como novo head coach, o dono Robert Kraft prometeu que aquele seria o ponto de virada — e que o ex-linebacker, ídolo do time, tinha um "plano claro e focado" para recolocar a franquia no caminho dos títulos.

Ninguém definiu prazo. O técnico só afirmou que traria energia e identidade: "Quero galvanizar nosso time, nosso ambiente e nossos torcedores", disse em 13 de janeiro.

(Conteúdo oferecido por: RAM, Snickers e C6Bank)

Hoje, com disciplina, uma visão de médio prazo e um elenco que abraçou o treinador, Vrabel entregou mais que isso: antecipou a reconstrução. Os Patriots chegam à Semana 14 com campanha 11-2, melhor sequência de vitórias da NFL (dez seguidas) e dividindo o melhor recorde da AFC com o Denver Broncos. Uma virada impulsionada por contratações inteligentes, contribuição massiva de calouros, um calendário favorável e, claro, a ascensão do quarterback Drake Maye ao status de candidato a MVP.

"Vim para cá por causa do Drake. Eu sabia o que ele seria. Era quem eu queria treinar", disse Vrabel no pós-jogo do Thursday Night Football de 13 de novembro.

Maye corresponde: completa 71,5% dos passes, soma 23 TDs, 6 interceptações e tem 3.412 jardas lançadas. Neste momento, ele briga cabeça a cabeça com Matthew Stafford pelo prêmio de MVP.

Desde o training camp, Vrabel investiu pesado na criação de um ambiente mais leve, humano e conectado — algo raro em estruturas rígidas da NFL.

O corner Carlton Davis III lembra do pedido logo no início: "Não se levem tão a sério nesse ambiente. Isso tirou a tensão que normalmente existe em um vestiário".

O técnico introduziu os "4 H's" — hometown, heartbreak, hero, hope (cidade natal, desgosto, herói e esperança) — para fortalecer vínculos. Jogadores passaram a compartilhar histórias pessoais em reuniões, e a transformação no clima interno foi imediata.

Ele também promoveu dinâmicas de grupo inusitadas. Em uma delas, Davis foi vendado para atravessar um circuito, guiado pelo wide receiver DeMario Douglas:

"Na hora pensei: 'O que estamos fazendo aqui?' Mas isso criou camaradagem real. Nunca tive um vínculo tão forte em outro time".

A união ficou evidente após a vitória heroica sobre o Cincinnati Bengals na Semana 12, quando o elenco dedicou o triunfo ao linebacker Jahlani Tavai, afastado por motivos pessoais.

O proprietário Robert Kraft reconhece que a coesão é hoje uma vantagem competitiva: "Todos estamos sob o mesmo teto salarial. As pequenas coisas — as relações — fazem a diferença".