Eagles enfrenta os Texans nesta quinta-feira, às 21h15, com transmissão pela ESPN no Star+
Perseverança e muito trabalho são as principais características que Jalen Hurts mostrou nos últimos seis anos. Após tanto questionamento e dúvidas sobre seu jogo, parece que o céu azul se abriu na jornada do quarterback dos Eagles e, novamente, o que precisava era entregar uma posição de confiança para que o trabalho fosse feito.
E que trabalho fenomenal que Hurts vem produzindo. O Philadelphia Eagles se mantém como única franquia invicta na NFL e jogando de maneira sólida. Muito deste ótimo desempenho ocorre pela sua defesa extraordinária e pelo trabalho inteligentíssimo de Jalen Hurts comandando o ataque da equipe.
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“Não importa o que seja, mas é uma questão de o que é melhor para o time”, comenta Hurts em entrevista sobre sua escolha em ir para Oklahoma: “Eu nasci para estar pronto para uma tempestade. Então estou sempre pronto para o que a vida pede para mim. Foi assim que me criaram.”
Em sete jogos, Jalen Hurts tem 1799 jardas lançadas, em 67% de aproveitamento e 303 jardas terrestres, com uma média de 3,8 jardas por tentativa. Não são números de brilhar os olhos até que se compreende a efetividade de sua produção: são 16 touchdowns e apenas 2 posses de bolas perdidas nas sete vitórias que a equipe teve esta temporada.
Ou seja, os números são baixos porque Jalen Hurts é efetivo e joga com o que o time precisa: cuidado com a bola e é eficiente em sua produção. O ataque dos Eagles consegue fazer o necessário com aquilo que sua defesa provém, por isso o sucesso está se construindo. A mobilidade, a ameaça aérea e terrestre, a inteligência e capacidade de decisão de Hurts são basilares para essa consagração de Philadelphia.
Tudo isso é conquista do time, como um organismo único que permite que isso aconteça, principalmente em saber tirar o melhor das suas peças. Com uma boa defesa e um ataque que cuida da bola, o melhor acontece para as equipes da NFL. E isso só foi possível, principalmente, pela tomada de decisão de Nick Sirianni no ano passado, em um momento conturbado tanto para o técnico, como para o quarterback.
Em sua primeira temporada com os Eagles, na semana 17, o técnico viu seu time perder para o Tampa Bay Buccaneers, por 31 a 15, com Hurts anotando 258 jardas, em 23 passes convertidos de 43 tentados, 39 jardas corridas, apenas 1 touchdown e duas interceptações, sendo extremamente criticado. Mesmo assim, não teve dúvidas em falar o que sentia no momento.
“Hurts não fez seu melhor jogo, todos nós sabemos. Sei que todos vão avaliar nosso último jogo da temporada, e entendo isso, mas acredito que ele cresceu muito esse ano.” disse Sirianni após a derrota: “Ele evoluiu, melhorou na leitura da defesa adversária, e colocou a bola no lugar certo. Ele se desenvolveu muito na habilidade de estender as jogadas, não só correndo com a bola, mas também encontrando seus recebedores no fundo do campo”
Realmente Jalen não estava mal no ano passado. Terminou a temporada com mais de 3000 jardas lançadas e ainda 784 jardas corridas. Seu problema se consistia em anotar touchdowns (apenas 16) e os passes completados (61,3%). Por isso, as séries de críticas e dúvidas sobre desenvolvimento no jogo, quanto a sua leitura no pocket, e se focaria mais em lançar a bola, do que necessariamente aproveitar corridas ofensivas.
Ao mesmo tempo em que seu talento terrestre é reconhecido quando se torna um diferencial, é extremamente criticado quando se torna um vício, o que não veem acontecendo nesta temporada, mesmo que seu sucesso seja tão compreendido e as expiações esperam por uma queda do quarterback.
Isso não é novo. Jalen Hurts foi extremamente questionado desde o futebol americano universitário e contaremos sobre este capítulo de sua vida. Como ele mesmo disse:
“Me ensinou muito, principalmente sobre mim mesmo.”
O conturbado College Football e a perseverança de Hurts
A perseverança é amiga de duas qualidades: a temperança e a compreensão. Se, atrelada com o equilíbrio, leitura, inteligência e entendimento da complexidade do que se dispõe a frente, que só a temperança tem a qualidade de equilibrar estas questões, a perseverança age como um norteador e como companheira na jornada. Se há uma falta de compreensão ou de temperamento, a perseverança se torna teimosia.
Importante reconhecer isso porque Jalen Hurts tem uma inteligência emocional fora do comum desde cedo. Seja por sua família, seja pelas lições da vida, desde seu início, sua maior qualidade é saber colocar seu ego no lugar dele e ter esta inteligência em compreender seu tempo.
Jalen nunca passou por cima das necessidades coletivas em prol de sua realização. Hurts, como ele mesmo diz, aprendeu que o mais importante é o coletivo, muito antes de seus anseios pessoais ou desejos. E isso o norteou mesmo nos “vales das sombras” apresentados a ele.
Hurts foi recrutado em 2016. Como lançador, não foi um prospecto bem avaliado, mas como um atleta seus números o faziam figurar entre os melhores do momento. Por seu corpo atlético e força desde a adolescência, Jalen conseguiu feitos incríveis no futebol americano da escola, o que fez ter a oportunidade de jogar por Alabama Crimson Tide.
O pai de Jalen, Averion Hurts, o preparou para este momento. Segundo ele, desde que viu o esquema tático do Pistol presente na NFL, começou a perceber uma mudança nos esquemas táticos e, por isso, seria necessário mais habilidade atlética dos quarterbacks. Por isso, como técnico, instruiu seu filho para este momento dentro e fora de quadra, a fim de preparar seu corpo para o futebol americano atual.
Crimson Tide é uma universidade historicamente forte na parte defensiva e no jogo corrido. Jalen Hurts brilhou os olhos de Lane Kiffin, coordenador ofensivo na época e hoje técnico de Ole Miss, em ver a oportunidade de conseguir um atleta que é ameaçador lançando e correndo com a bola. Esta foi uma questão vital, a fim de misturar as corridas já bem estruturadas, com passes e movimentações que fluem juntas para confundir as defesas.
Hurts foi, depois de 32 anos, o primeiro quarterback na história de Crimson Tide a jogar sem ser ter um ano de redshirt - nome dado ao direito que todo jogador do futebol americano universitário tem de estar com a equipe, mas não jogar, a fim de que desenvolva seu corpo para preparar seu físico a diferença que existe.
Neste ano, o atleta teve um início histórico, depois de duvidarem se estava na posição certa. Como quarterback, lançou 2780 jardas, anotou 23 touchdowns e deu apenas 9 interceptações. Com mais 13 touchdowns corridos, Hurts se tornou, na época, o maior maior da categoria na posição de quarterback na história da universidade. Tudo isso o colocou em capa de revistas, foi declarado calouro do ano pela Southeastern Conference (SEC), jogador ofensivo do ano e ainda como principal jogador do time de calouros do futebol americano universitário.
Alabama teve uma temporada perfeita na conferência e perdeu apenas para Clemson Tigers, na final do College Football, por 35 a 31, no jogo em que Deshaun Watson deixou claro todo seu talento e capacidade de vitória para a NFL. Mesmo com a derrota, saindo do colegial, o momento era excelente para Hurts, que já via um futuro muito bom, e para sua família.
Até que tudo mudou em 2017.
De uma certeza e prospecto que todos estavam observando, o desempenho de Hurts foi colocado em cheque por uma mudança chave: Lane Kiffin. O técnico de ataque de Crimson Tide em 2016 foi contratado por outra universidade e já não participava do esquema de Alabama. Os treinos se iniciaram e, logo no começo, era visível o desconforto de Jalen, mas que tentava o possível para continuar como titular de Alabama, como o competidor que sempre foi e que seu pai sempre criou.
“Tenho estudado bastante nesta primavera [2017], feito muito exercício físico e continuo me sentindo bem, trabalhando com o meu pai e trabalhando com o meu irmão para que eu consiga continuar bem no univeristário”, comentou Hurts em entrevista, em 2017: “Como em todo lugar, preciso melhorar, me desenvolver. Tem sido uma aventura com tantas trocas. Tudo passa pela minha cabeça nisso tudo, mas eu sei que preciso manter minha cabeça no lugar.”
Hurts tentou e tentou muito passar pelas adversidades. Além do esquema, a extrema pressão quanto seu lugar como quarterback foi retomada. Seu corpo atlético e forte, antes visto como algo bom ao lançador, agora era visto como “melhor aproveitado” em outras posições. Os esquemas de ataque não mais eram ajustados para a mistura de corridas e lançamentos, mas dava prioridade às corridas e deixava apenas o lançamento para momentos cruciais.
Isso nunca foi o foco de Hurts, que precisava do movimento para achar bons passes. Consequentemente, as atuações extremamente questionaveis passaram a ser duramente criticadas e até em transmissões a busca pelos reservas da equipe passava ao vivo. Jalen fez uma temporada muito abaixo do primeiro ano com a equipe. Seus números diminuíram em quase 700 jardas lançadas (2081) e 100 jardas corridas (855) com um jogo a menos. As jogadas não eram mais desenhadas para aproveitar o espaço em campo, mas Alabama buscou comprimir seu esquema ofensivo e usar toda a força que a equipe tinha, tirando algumas decisões de jogadas da mão de Hurts e deixando apenas momentos necessários para o quarterback lançar, o que não era, apenas, sua principal arma.
Toda esta síntese ainda o acompanhou até o último jogo da temporada, novamente, no College Football Playoff National Championship. Nick Saban confiou em Jalen e o manteve, mesmo com as críticas que recebia todo jogo. A equipe perdeu apenas para Auburn, que os tiraram do campeonato da conferência e, por conta de uma série de acasos, conseguiram se classificar para os playoffs, bateram Clemson e chegaram a final novamente. Desta vez, Alabama enfrentou Georgia Bulldogs, sua rival na SEC e primeiro time na colocação geral do futebol americano universitário estadunidense.
Hurts jogou apenas o primeiro tempo e foi uma das piores atuações do quarterback. Em dois quartos, Hurts conseguiu converter apenas 3 lançamentos, em 37,5%, para 21 jardas e teve 47 jardas corridas. Alabama não conseguiu produzir nada em seu ataque e, no intervalo, mesmo depois de passar treze semanas defendendo Jalen, Nick Saban colocou o atleta no banco.
“Eu, sinceramente, não senti nada”, comentou Jalen em entrevista: “Não tinha o porquê disso. Saban é um competidor como eu, as pessoas dizem isso. Eu sabia que ele estava fazendo aquilo por um bem. Não fazia diferença eu ficar emotivo ali. Eu sou um jogador do time. Eu só queria ganhar.”
Quem foi a campo era simplesmente Tua Tagovailoa. O calouro do Hawaii chegou à Alabama naquela temporada e foi requisitado no último jogo possível de seu primeiro ano. De maneira extraordinária, Tua conseguiu produzir pontos que levaram o jogo para a prorrogação e, depois de quatro tentaivas alternadas (pois é assim que funciona o tempo extra no College Football), Tua conseguiu achar DeVonta Smith (hoje WR do Philadelphia Eagles) na end zone e terminar com a partida.
Jalen viu tudo isso acontecendo no banco e, realmente, era um dos jogadores mais felizes com aquele momento. Pulava, abraçava, tocava o troféu como quem não queria deixá-lo para trás. Sua perseverança, o coletivo e todos os passos que deu sempre tiveram esta característica única de ser maior do que seu próprio ego.
E então uma temporada passou. Os treinamentos voltaram. Tua e Jalen agora, além de amigos, tinham uma baita competição interna, que ainda contava com Mac Jones, hoje quarterback dos Patriots.
“Foi uma primaveira como todas as outras e eu agradeço Tua pelo que me ensinou naquele momento”, comentou Jalen: “Nós nos divertíamos mais do que outra coisa. Minha relação até hoje com ele e com Mac é boa. Eu queria me melhorar, me desenvolver e estar ali com eles, em Alabama.”
Com tudo isso, Jalen foi para o banco de reservas e Tua passou a ser o quarterback principal da universidade. Aparecendo algumas vezes em opções de corrida e jogadas “engraçadinhas”, Hurts não estava contente com sua situação e muito menos o seu pai, que “escolheu a dedo” Alabama. O tamanho da frustração era tão grande que seu pai chegou a discutir com o pai de outro quarterback da universidade (AJ McCarron) e as polêmicas foram se intensificando.
“O técnico Saban sabe o que precisa fazer para o melhor da equipe. Eu não tenho problema com isso”, disse o pai de Jalen, Averion Hurts, em entrevista em 2018: “Meu trabalho é fazer o melhor por Jalen e não errar nisso. Jalen é um quarterback e ele quer jogar como quarterback. Ele não é um running back, tight end, nada disso. É um competidor, um quarterback”.
Com sua relação com Alabama extremamente desgastada, o pai de Jalen dava indícios de que a frustração de seu filho o lideraria para longe de Crimson Tide. A temporada se alongou e Hurts continuou no banco. Muitas dúvidas e críticas também colocavam o jogador como um reserva que teria que mudar de posição.
Até que chegou o jogo para decidir o campeonato da conferência SEC, contra... Georgia Bulldogs!
Tua Tagovailoa começou o jogo e tentava distribuir seus passes longos, mas estava incomodado com uma contusão. Em um certo momento, depois de muita polêmica sobre o estado de saúde do jogador, Tua se machucou e Jalen entrou.
Era o momento de sua redenção. Contra Georgia, Hurts mostrou, novamente, o quarterback que era e ajudou sua equipe a virar a partida e ser campeã da conferência.
“Eu não podia prever que isso iria acontecer. Meus três anos me ensinaram muita coisa, principalmente sabedoria e nunca perder a fé”, comentou Hurts em uma entrevista em 2020: “Seja o que for, eu fui preparado para isso, para tudo que estivesse ao meu alcance. Eu tenho muito respeito por Saban e por Alabama. Foi ótimo ter aquele momento.”
Em 2017 e 2018 foram anos duros para Jalen e, tal como exemplar, mostrou realmente o que é jogar pelo coletivo e foi coerente com tudo que deixou em Crimson Tide. Como competidor que é e inteligente, seu ego nunca ultrapassou o o time e sempre esteve resilientemente pronto para o que seu time precisava. Além disso, soube aproveitar tudo o que foi possível, desde os ganhos, em que abraçava seus companheiros, até as tristezas.
A situação ficou insustentável, ao ponto de seu pai mencionar “perder tempo” e o atleta entrou no portal de transferência, logo ao saber que a titularidade se manteria com Tua Tagovailoa, em mais um ano.
Até hoje Hurts responde sobre esta situação e sempre deixou claro que o papel não foi necessariamente Tua, mas o que gostariam de fazer com ele e que não era exatamente o que projetava para si. Por isso, escolheu outro lugar para colocar seu talento como quarterback em prática.
“Quando eu sai de Alabama, eu queria fazer da melhor forma possível. Eu queria minha graduação, queria terminar meus estudos, porque sentia que era importante para mim”, comentou Hurts: “Eu disse e consegui isso. Honestamente, eu e Saban conversamos. Ele não foi a razão para fazer esta decisão, mas eu também tenho planos.”
E este lugar foi Oklahoma. Seguindo os passos de Kyler Muray e Baker Mayfield, escolheu a universidade que conseguiu produzir os últimos dois ganhadores do Heisman (prêmio dado ao melhor jogador da temporada do universitário) na época. Hurts então acumulou 3851 jardas, 52 touchdowns e 1298 jardas terrestres. Finalmente uma equipe conseguiu tirar tudo que poderia do jogador e, mais uma vez, provou estar pronto para o que fosse necessário.
“Foi sensacional estar por lá. O técnico me deu espaço, me permitiu tudo. Chegamos perto de tudo que poderíamos. Eu nasci para aquele lugar”, comentou Jalen Hurts: “Eles pensam no que tem e no que podem tirar de melhor. Alguns pensaram que era uma decisão errada, mas eu fiz tudo aquilo pelas pessoas que também estavam ali e pelo que proporcionavam, muito além dos prêmios individuais.”
Nesta temporada o atleta chegou ao ápice e apenas Joe Burrow o impediu de estar no posto máximo da edição. Hurts foi o segundo na votação para o Heisman e perdeu nos playoffs para a LSU de Joe ‘Burreaux’. Novamente, mesmo depois de ótimas 13 partidas e jogos sensacionais, Jalen foi colocado em dúvida por um desempenho ruim na final do torneio universitário, que não teve nenhuma culpa do QB.
Enquanto Burrow, considerado um quarterback pronto para a NFL, acabou com o jogo logo no primeiro tempo e terminou com um dos melhores desempenhos já vistos na história do futebol americano universitário (493 jardas lançadas, 7 touchdowns, em quase 75% de passes completados e nenhuma interceptação), restou a Hurts as previsibilidades de passe, o que deixou seu jogo previsível e o domínio foi todo de LSU, terminando 63 a 28.
E, mais uma vez, o todo se desfez para cair sob o acontecimento individual do quarterback.
Em direção à NFL
“Eu me sinto no melhor momento”, comentou Jalen no Senior Bowl: “É ótimo estar com jogadores que estarão no futuro com você e eu me sinto muito feliz em conseguir chegar aqui. Eu estou pronto para a NFL e sei que tenho muito para dar para eles. Vocês verão o quão competidor eu sou, seja para onde eu for.”
A classe de Hurts foi uma das mais talentosas quando falamos sobre quarterbacks. Antes de Jalen, no mesmo Draft estavam: Joe Burrow (1ª escolha geral), pronto para a liga e foi para o Cincinnati Bengals; Tua Tagovailoa (5ª escolha), seu antigo companheiro de time escolhido pelo Miami Dolphins; Justin Herbert (6ª), prolífico prospecto de Oregon, que ainda está em San Diego; e Jordan Love (26ª), aposta dos Packers para o futuro depois de Aaron Rodgers.
Hurts foi a escolha número 53, pelos Eagles. Em sua descrição estavam os mesmos componentes do colegial: o quanto era um atleta tão perigoso para lançar passes rápidos e curtos, quanto para correr, com muita inteligência e força física. Deixando clara sua posição de quarterback, voltaram a ter críticas quanto ao seu teto de desenvolvimento e sua capacidade em se movimentar no pocket.
Mas, o ponto principal é que para Philadelphia foi um presente dos deuses ele ainda permanecer disponível naquela posição. Um analista ainda o chamou de “Taysom Hill (QB dos Saints) com esteróides”, por causa de seu físico, outro questionou por ser “alta demais por ele” mas o importante é o sistema que se encaixa.
Se retonarmos há alguns anos, o jogo de Hurts é parecido com o de Carson Wentz, só que muito mais cauteloso no plano de jogo e extremamente mais forte. Quem lembrar de Wentz em 2017, quando quase foi MVP, verá como Philly se mantém confortável com as misturas de jogo corrido e passes lançados, envolvendo todo o elenco e fazendo uso de seus talentosos recebedores dispersos no campo. Hurts precisou de tempo para se desenvolver e tem se mostrado um líder em campo.
As críticas se mantém e a cada esquina encontrarão Jalen, principalmente por não ser um quarterback seguro e que fica no pocket. Mas é um bom momento para dizer que Sirianni fez o certo em chamar a responsabilidade para si, afinal, as coisas mudaram de cenário e: funcionam.
O Eagles hoje é uma potência da NFC North e da própria NFC como um todo. A equipe ainda conseguiu trazer o pesadelo dos quarterbacks, Robert Quinn, em uma negociação. É a equipe favoritíssima para o Super Bowl e as próximas semanas interessantes para ver Jalen Hurts finalmente atingindo seu auge novamente.
A próxima etapa é contra o Houston Texans na semana 7, que você acompanha pela ESPN e no Star+.
