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Donovan Mitchell e Derrick Rose mudam os playoffs da NBA para Utah Jazz e Minnesota Timberwolves

Mitchell e Rose, jogadores do Utah Jazz e do Minnesota Timberwolves Getty/ESPN.com.br

Um calouro e um ex-MVP.

Donovan Mitchell e Derrick Rose tem poucas coisas em comum. Exceto pela altura, é difícil encontrar algo que possa unir os dois jogadores. Mas o jovem de 21 anos e o veterano de 29 buscam o mesmo caminho: superar um time favorito e avançar nos playoffs da NBA.

Um calouro à frente de seu tempo

Mesmo assim, quando as metas são iguais, a situação do Utah Jazz de Mitchell não lembra em nada a do Minnesota Timberwolves de Rose. Mas se existe algo similar, é a forma como ambos estão mantendo vivas as esperanças.

Donovan Mitchell foi apenas a 13ª escolha do draft de 2017. Poucos apostavam no camisa 45. O técnico Quin Snyder apostou.

O jovem liderou o Jazz durante toda a temporada regular. E, nos playoffs, o candidato ao prêmio de Calouro do Ano cresceu ainda mais. Com médias de 25.7 pontos e 9 rebotes, ele está vencendo jogos e reescrevendo a história.

Nesta segunda-feira, quando entrar em quadra pelo Jogo 4 da série contra o Oklahoma City Thunder, Mitchell pode ir para casa com mais do que uma liderança de 3 a 1. Se marcar 23 pontos, se tornará o segundo armador calouro nos últimos 50 anos a passar de 100 pontos nos quatro primeiros jogos de pós-temporada. O outro? Michael Jordan (117).

E Mitchell tem feito isso enquanto as estrelas do Thunder são anuladas. O camisa 45 tem média de 9 pontos no 4º quarto das partidas da série - mais do que Russell Westbrook, Paul George e Carmelo Anthony. Na comparação direta com Westbrook, Mitchell fez 23 pontos no período final dos últimos dois jogos - contra apenas 2 do camisa 0.

Se não levarmos em conta uma quantidade mínima de partidas, Mitchell fincaria ainda mais seus pés entre os melhores jogadores da atualidade. Na lista dos que ainda estão na ativa, apenas Anthony Davis (30.1), Kevin Durant (28.7) e LeBron James (28.5) têm médias melhores de pontos.

Um ex-MVP provando que ainda pode

Enquando Mitchell entrou na liga sem chamar muita atenção, Derrick Rose fez exatamente o oposto.

Em 2008, ele foi o 1º escolhido do draft. Nascido em Chicago, ele voltava para sua casa para defender os Bulls depois de perder na final do torneio da NCAA - por Memphis, contra Kansas.

Em três temporada, Rose foi de Calouro do Ano ao MVP mais novo da história da NBA. Mas, claro, as lesões mudaram completamente o rumo de sua carreira. Em Minnesota, seu terceiro time na temporada, os problemas foram parecidos. Pouco tempo de quadra e contusões. Mas nos playoffs, as coisas mudaram.

Rose foi uma surpresa mais do que agradável ao sair do banco nas três primeiras partidas da série contra o Houston Rockets. No Jogo 4 desta segunda - 21:00, na ESPN e WatchESPN - ele tentará repetir o que fez no último encontro dos times.

Na partida de sábado, Rose comandou os Timberwolves numa vitória imprescindível. Em 21 minutos, 17 pontos - acertando 8 dos 16 arremessos que tentou. O armador recebeu a luz verde do técnico Tom Thibodeau para atacar a cesta.

Tanto que foi o jogador que mais participou da partida - o usage rate de Rose, número que indica a porcentagem de jogadas feitas com um atleta quando ele está em quadra, foi o maior do time no Jogo 3. Nos playoffs, a estatística aponta que Rose tem a bola em 31% das vezes que está na quadra - mais que Joel Embiid, Giannis Antetokounmpo e Jrue Holiday.

Para se ter ideia, o usage de James Harden na pós-temporada é de 36,1%, o maior entre jogadores com mais de 20 minutos de quadra. Com isso, as médias de Rose mais que dobraram. 5.8 pontos em nove jogos por Minnesota na temporada regular contra 12.4 nos playoffs.