Para todo atleta profissional, uma lesão que cause muito tempo de afastamento é um desastre. O ritmo de jogo e condicionamento físico se esvaem, a vaga no time pode ser ocupada por outro atleta e possivelmente o nível apresentado nunca volta ao mesmo de antes.
No caso de Jalen Williams, astro do Oklahoma City Thunder, uma cirurgia no pulso feita em julho, após o fim da última temporada da NBA que terminou justamente com título de OKC, pode ter perdido US$ 47 milhões (praticamente R$ 260 milhões de reais na cotação atual).
O ala assinou seu primeiro grande contrato na liga após três anos como profissional em contrato de calouro. Apesar da curta carreira, Williams logo se tornou um dos grandes nomes da NBA e foi peça fundamental no título do Thunder, fazendo uma dupla de peso com Shai Gilgeous-Alexander. As boas atuações em 2024/25 o renderam um lugar no terceiro time ideal da temporada, segundo time de defesa, além de um espaço no All-Star Game pela primeira vez na carreira.
Naturalmente, OKC, ao renovar o contrato de J-Dub, ofereceu o máximo permitido pelas regras salariais da NBA atualmente: 25% do orçamento da equipe, o equivalente a US$ 240 milhões, pelos próximos cinco anos (mais de R$ 1,32 bilhão). Porém, havia a possibilidade de um bônus: caso fosse eleito novamente para um dos times ideais da temporada ou vencesse o prêmio de MVP já em 2025/26 (e apenas em 2025/26), os acréscimos por desempenho poderiam chegar aos US$ 47 milhões citados anteriormente, totalizando US$ 287 milhões pelos próximos cinco anos, algo próximo a R$ 1,58 bilhão.
Mas há alguns anos a NBA estipulou o mínimo de presença em 65 dos 82 jogos da temporada regular para os atletas estarem habilitados nestas premiações, para evitar a eleição de nomes que pouco jogaram, valorizando, também, a frequência das aparições em quadra.
Após as finais da última temporada, que terminaram no fim de junho, Jalen Williams realizou uma cirurgia no pulso para tratar uma lesão que já o debilitava há meses. Mas a recuperação invadiu o início da temporada 2025/26, fazendo com que ele estreasse apenas no fim de novembro, já no 20° jogo da temporada. Ainda que não seja mais desfalque até o fim da primeira fase, terá entrado em quadra 61 vezes, abaixo do limite estipulado pela NBA.
Por isso, nada de bônus.
O recebimento do acréscimo no contrato, é claro, dependeria da atuação nos próximos meses. Mas considerando que ele já conseguiu tais feitos temporada passada, não seria absurdo imaginar que ele atingiria alguma das premiações, ainda que não o suficiente para receber o bônus completo.
Não que a vida vá ser muito difícil. A previsão salarial para Jalen é de US$ 6,5 milhões em 2025/26 (a última temporada do contrato atual, antes de entrar em vigor a renovação assinada meses atrás), que subirá a cada ano para 41,5 milhões em 2026-27, 44,8 milhões em 2027-28, 51,4 milhões em 2029-30 e, finalmente, 54,7 milhões de dólares em 2030-31.
