A vitória do Boston Celtics por 106 a 99 sobre o Dallas Mavericks nessa quarta-feira (12), pelo Jogo 3 das Finais da NBA, não apenas encaminhou o título e o topo solitário da franquia de Massachusetts na história.
A partida, que contou com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, direto do American Airlines Center, também evidenciou uma realidade difícil de engolir pela franquia do Texas. A indigestão, no entanto, não é difícil de entender.
Com 43 arremessos de três pontos convertidos, os Celtics detêm o melhor aproveitamento de toda a liga no quesito. Contra a franquia de Dallas na decisão, essa distância beira o dobro.
Ao todo, os Mavs acertaram 22 bolas de três em toda a série. A diferença de 21 pontos ou mais do perímetro é a maior em um período de três jogos na história das Finais.
Nas assistências, a equipe de Boston soma 78 no total, enquanto Dallas não passa de 45. Com 33 pontos de diferença, essa é a quarta maior margem em uma decisão na elite do basquete.
Se antes de a bola subir a notícia da ausência de Kristaps Porzingis já empolgava os torcedores no Texas, depois a frustração quadruplicou, e não é para menos.
Enquanto os Celtics somaram 20 tocos, os Mavs estacionaram em apenas cinco bloqueios, o equivalente ao total anotado pelo pivô de Boston, mesmo tendo atuado por apenas 44 minutos em toda a série.
Após a terceira derrota consecutiva, Luka Doncic chegou a esbravejar contra a arbitragem, que o expulsou pela primeira vez na carreira em uma partida de playoffs, após ele estourar o limite de seis faltas.
Apesar dos 27 pontos, 6 rebotes e 6 assistências deixados em quadra, o esloveno, que não esconde as múltiplas lesões das quais sofre, também vive um cenário distinto quando o assunto é a reta decisiva das partidas.
Mesmo depois de três duelos da série, o camisa 77 dos Mavs sequer passou dos oito pontos somando todos os últimos períodos, com apenas 20% de aproveitamento nos arremessos de média distância (3/15) e um assustador desempenho zerado nas bolas de três.
Com seu principal astro atuando no sacrifício, a equipe do Texas reúne os cacos de uma empolgação despedaçada pela equipe de melhor campanha da temporada 2023-24, e que caminha a passos largos para retornar ao topo do melhor basquete do mundo.
