LeBron James, Stephen Curry, Kevin Durant, Giannis Antetokounmpo, Luka Doncic e contando. Uma série de lesões assombra a NBA em sua reta final da temporada regular de 2022-23. Ainda assim, o desafio não se restringe ao departamento médico.
O problema foi tema de alerta de Michael Jordan há 20 anos, quando o ídolo do Chicago Bulls adiantou que o medo de ficar fora das partidas comprometeria o jogo no melhor basquete do mundo.
Em 2003, um dos nomes máximos da história da liga alertou para um problema que poderia assolar a próxima geração na NBA. Diante do excesso de partidas e das lesões de astros da liga, o tema voltou a ganhar força.
Anthony Edwards, joia do Minnesota Timberwolves, chegou a defender que as estrelas deveriam atuar em 80% de suas condições, muito em retribuição aos torcedores, 'que desembolsam grandes quantias de seu árduo trabalho em um ingresso caro', disse.
No livro "Driven From Within", de Mark Vancil, Jordan, em tom profético, afirmou que a geração mais jovem teria que assistir os mais velhos jogando magoados ou pelo menos sem 100% das condições para perceber que esta 'é, talvez, a única forma de alcançar a grandeza e o respeito dos fãs e de seus colegas de equipe'.
"Você pode ouvir sobre como alguém jogou, ou ler sobre a melhor maneira de alcançar o sucesso, mas as pessoas precisam dar exemplos. É fácil falar sobre o que Jerry West fez, mas não é fácil ver o que ele fez. As crianças de amanhã vão ter que ver alguém jogando machucado, alguém jogando no dia seguinte pra ganhar um campeonato. Temos que dar exemplos para que eles possam se relacionar com esse ideal", afirmou Jordan.
O jogador, que na época defendia o Washington Wizards, ainda alertou. "Se não for assim, eles terão maus hábitos. Se perdermos essa lacuna, então isso começa a desaparecer, e daqui a 20 anos você nunca verá alguém jogar doente ou sair de quadra com tornozelo dolorido", completou.
