Ex-campeão dos pesos-médios (84 kg) do UFC, Sean Strickland não esconde sua irritação ao comentar a situação envolvendo o topo da categoria, causada pelo atual detentor do cinturão, o russo Khamzat Chimaev.
Em entrevista à ESPN, o norte-americano questionou a frequência de lutas do "Lobo" (como o atleta da Chechênia é apelidado) e colocou em dúvida se vale a pena aguardar por uma eventual disputa de título, diante do cenário de inatividade na divisão.
Strickland, que se prepara para liderar o UFC Houston contra Anthony Hernandez no dia 21 de fevereiro, deixou claro que seu objetivo é retornar à conversa pelo cinturão. No entanto, fez críticas diretas ao que considera uma atividade abaixo do ideal de Chimaev.
Vale destacar que, desde que conquistou o título, em agosto de 2025, ao derrotar Dricus Du Plessis, o russo não voltou ao octógono e sequer possui novo compromisso marcado.
"É meio estranho o que o UFC fez com o Chimaev. Você trouxe um cara que luta uma vez por ano, que é tipo uma p*** de uma Madonna, que provavelmente recebe, sei lá quanto dinheiro aquele ditador [Razman Kadyrov] dá para ele por baixo dos panos. O cara não precisa lutar. Ele é melhor amigo de um p*** de um 'senhor da guerra', sabe? Então você tem alguém que simplesmente vai sentar no cinturão e esperar, esperar, até que forcem ele a lutar", reclamou Strickland.
Campeão inativo?
De fato, a baixa frequência com que Khamzat Chimaev se apresenta no octógono mais famoso do mundo é um tópico de discussão há algum tempo, antes mesmo dele assumir o trono dos pesos-médios.
Depois de iniciar sua trajetória na liga quebrando marcas históricas, como a de menor período de descanso entre duas lutas (10 dias), o lutador russo tirou o pé do acelerador e passou a atuar com menos regularidade.
De 2021 para cá, o "Lobo" competiu em apenas seis combates, o que dá uma média de um confronto por ano até o momento.
Neste período, a única temporada na qual Chimaev fez mais de uma luta foi em 2022, quando superou o brasileiro Gilbert "Durinho", ainda pela divisão dos meio-médios (77 kg), e o americano Kevin Holland, em duelo no peso-casado, que marcou o início da transição do russo para o peso-médio.
