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Maurício Ruffy esclarece polêmica com a Fighting Nerds e Jean Silva: 'O Pablo está sempre me ligando'

Maurício Ruffy vai subir ao octógono da Qudos Bank Arena, em Sydney, na Austrália, no próximo sábado (31), para enfrentar Rafael Fiziev. No entanto, ao longo da semana, o nome do lutador esteve envolvido em uma polêmica envolvendo sua equipe, a Fighting Nerds, além de Jean Silva e Pablo Sucupira, principal nome do time.

A polêmica começou após Ruffy optar por concluir seu camp fora do Brasil, treinando inicialmente na Tailândia e, posteriormente, na Austrália. Em entrevista exclusiva à ESPN, o lutador fez questão de esclarecer os fatos e detalhar todo o processo de preparação, deixando claro que não houve abandono de equipe ou conflito interno.

“Comecei o camp no Brasil, na Fighting Nerds, treinando muito forte. Depois recebi um convite para vir ajudar o Volkanovski na preparação dele. Acabei ficando mais tempo, e quando cheguei à Austrália, fechou minha luta contra o Fiziev. Então dei sequência ao trabalho aqui”, explicou.

Segundo Ruffy, a decisão de sair do país teve caráter exclusivamente técnico e profissional. Pela primeira vez treinando fora de casa, o brasileiro valorizou a oportunidade de viver uma experiência inédita e de alto nível.Apesar da repercussão nas redes sociais, o lutador garantiu que não se deixou afetar pelos comentários e reforçou seu foco absoluto na luta. Mesmo treinando fora, Ruffy fez questão de reafirmar seu vínculo com a Fighting Nerds, encerrando de vez qualquer especulação sobre um afastamento definitivo. Ele explicou, inclusive, a ausência de Pablo Sucupira em seu corner nesta luta.

“Está tudo tranquilo. Isso foi conversado. O Pablo está em Las Vegas com outro atleta e teria que ficar muito tempo longe do filho se viesse. Eu aceitei numa boa. Ele me liga sempre, acompanha tudo, está tudo alinhado”, garantiu.

Durante o período no exterior, Ruffy dividiu o dia a dia de treinos com Volkanovski, ídolo do MMA mundial, e não escondeu a admiração pelo campeão.

“Foi uma experiência muito legal. Eu não esperava que ele fosse tão gente boa. Teve dias em que ele nem treinou, ficou só me ajudando, ajustando posição. Isso é um grande exemplo de campeão e de pessoa, foi uma troca. Eu consegui somar com ele e ele comigo. Vou para essa luta mais preparado e entendendo melhor o jogo".

A convivência diária também impressionou Ruffy pela intensidade dos treinamentos.

“Eu nunca vi alguém fazer cinco rounds da forma como ele faz todos os dias. É algo fora da curva. O nível de dedicação e intensidade é absurdo”, destacou.

Sobre um possível confronto futuro entre Jean Silva, seu companheiro de Fighting Nerds e Volkanovski, Ruffy mostrou não ter uma torcida declarada. “É uma luta que eu não quero ver, mas esse é o jogo. Já lutei contra caras que hoje treinam comigo. Que vença o melhor. É o nosso esporte".

Por fim, ao falar sobre o desafio contra Rafael Fiziev, Ruffy manteve o discurso de foco no presente, sem projetar passos futuros.

“Cada desafio é um desafio. Hoje meu foco é bater o peso bem e fazer meu trabalho. Não penso no depois. Minha cabeça está totalmente no agora".

Confiante, experiente e cercado de aprendizado internacional, Maurício Ruffy entra no octógono em Sydney com a chance de transformar não só uma semana turbulenta em resposta dentro da luta, mas também de consolidar seu nome entre os protagonistas da divisão.