Depois de quase dois anos longe do octógono, José Aldo voltou ao UFC em grande estilo, vencendo Jonathan Martinez no Rio de Janeiro em uma luta que muita gente achava que seria a última da carreira do ex-campeão. Mas não foi. Ele optou por renovar o seu contrato com o Ultimate e voltará à ação neste sábado (5), dia em que enfrenta Mario Bautista no UFC 307, em Utah (EUA).
Campeão do peso pena (65,8 kg) por muitos anos, dominando completamente a categoria na década passada, Aldo agora está focado em conquistar o cinturão do peso galo (61,2 kg), categoria que atualmente conta com Sean O'Malley e Merab Dvalishvili como os dois principais representantes, com o georgiano sendo o atual campeão, depois de superar o norte-americano no mês de setembro.
Apesar de toda a sua história dentro do evento, o brasileiro, buscando mais uma vez estar entre os melhores, começa a sua trajetória "de baixo". Até por isso, mesmo acumulando vitórias em sequência, enfrenta um adversário pouco conhecido dentro do UFC, atual 11º colocado no ranking da categoria.
Para Aldo, isso não é nenhum problema.
"Eu dou tudo de mim no treinamento para chegar lá em cima e não ter surpresa nenhuma. Independentemente se o adversário está bem ranqueado, se não está, tenho que encarar sempre da mesma maneira. Tenho uma equipe que faz um estudo minucioso de todos os oponentes que vou lutar. Em cima disso, eu foco, para não ter surpresa nenhuma", explicou Aldo, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.
"Depois da luta com o Martinez, eu pedi para lutar com pessoas bem ranqueadas, mas acho que todo mundo estava fechado com outras lutas. Não vejo problema nenhum de fazer essa luta, para mim é da mesma maneira como se eu estivesse lutando pelo título. Pelo nome que eu tenho, pelo peso que tenho, independente se for contra o Bautista ou o Martinez, a gente tem possibilidade de lutar pelo título, né? Acho que tudo depende de mim, tudo depende da minha apresentação, da maneira que eu lutar e se me oferecerem a luta pelo título. Acho que somando os melhores ranqueados, ninguém tem o peso que eu tenho, né? O único que pode chegar próximo é o Sean Marley. Então tudo depende de como vai rolar a luta. Aí a gente passa a sonhar com isso", contou ele.
Aldo, inclusive, acredita que uma possível vitória no sábado o credencia a desafiar os principais atletas da categoria.
"Eu sempre falo de ir passo a passo. O meu é vencer o Mario. Vencendo ele, aí vou ver como vai ser, se a gente pode adotar um título direto. Tem uma galera ali que pode acrescentar se a gente a lutar. Tudo vai depender como é que vai andar a categoria. Hoje, o Merab é o campeão. Então a gente não sabe o que vai acontecer. Mas, primeiramente, eu tenho que fazer a minha parte, aí depois sentar com o time e a gente vê qual é o melhor caminho a ser tomado. Acho que é isso que me motiva bastante. Eu sou um aficionado por quebrar recorde, então, pode ter certeza que eu vou em busca disso. Eu quero bater campeão".
Muito por isso, José Aldo, com 40 lutas em seu cartel, a maioria delas no UFC, se preparou da mesma forma como se fosse o seu primeiro desafio na carreira.
"Acho que sempre vai bater um frio na barriga, não tem como. Se eu perder isso, acho que perco o meu senso de competitividade. Lógico que a gente está acostumado, já passaram tantos anos, então a gente já sabe mais ou menos do início ao fim, né? Estou muito motivado, como sempre. Eu treino bastante por causa disso, eu dou o meu máximo no treinamento para quando chegar o dia da luta, não ter perigo nenhum. Antes a gente contava com vigor físico. Hoje em dia eu tive que dobrar praticamente tudo pra chegar e fazer ótimas lutas".
A luta de José Aldo contra Mario Bautista é a terceira do card principal no UFC 307. Depois dele, sobem ao octógono Raquel Pennington e Julianna Peña disputando o cinturão do peso-galo feminino e depois o brasileiro Alex Poatan, que tenta se manter campeão entre os meio-pesados (92,9 kg) em duelo com Khalil Rountree.
