O UFC faz sua estreia em 2024 neste sábado, no Apex, em Las Vegas. E de cara com um brasileiro fazendo a luta principal. Johnny Walker enfrenta o russo Magomed Ankalaev em uma revanche que tem em jogo o posto de um dos próximos dessfiantes ao cinturão dos meio-pesados, que no momento pertence a Alex Poatan.
Walker e Ankalaev se enfrentaram no UFC 284, mas a luta acabou sem resultado e com polêmica que fez até Dana White entrar no octógono para apaziguar o clima.
Em Abu Dhabi, Ankalaev acertou uma joelhada ilegal em Walker, que estava apoiado no chão ainda. O médico do evento foi checar o brasileiro para ver se ele teria condições de continuar a luta. Ao ser perguntado onde estava como parte do exame, Johnny Walker respondeu "no deserto", e o médico julgou que a resposta não foi suficiente para torná-lo apto a continuar, por isso encerrou o combate.
Johnny Walker se iritou, chegou a empurrar o árbitro e partiu pra cima de Ankalaev para continuar a luta. Nisso, o clima ficou pesado e Walker teve que ser contido, até por Dana White.
Se na hora ele discordou da decisão do árbitro, hoje Walker concorda com ela e explicou o motivo.
"Porque a gente é lutador, a gente é durão e quer estar sempre lutando não interessa o que aconteça, a gente tem que ter alguém, o médico ou o juiz da luta pra tomar a decisão inteligente pra gente, porque a gente só quer saber de lutar. E eu queria lutar de qualquer maneira. Por isso que eu fiquei no octógono, porque a gente treina muito, é muito sacrifício, é muito investimento. Aquela luta acaba sem resultados, mas tomaram uma decisão inteligente. Depois da luta, eu fiquei com a dor no pescoço travado mesmo. Acho que minha clavícula ficou com a ponta de osso aqui em cima", disse, à ESPN.
"A porrada que ele me acertou ilegalmente que eu estava no chão foi direto no meu queixo e afetou minha estrutura todinha durante uma semana. Uma semana e meia depois, entendeu? Então, na hora, ali no sentido que a gente está com sangue quente... então o juiz e o médico têm que tomar a decisão pra gente, porque a gente não vai saber, né? A gente só quer saber de lutar, mostra. Então, se eu volto para a luta ali, eu com certeza eu vou estar em desvantagem, entendeu? Então, hoje eu concordo com a decisão do médico".
Luta com Poatan?
Ankalaev é o número 3 do ranking, e Walker é o 7º. Com Poatan possivelmente disputando o cinturão com Jamahal Hill em breve, provavelmente o vencedor do duelo entre o brasileiro e o russo deve ser o próximo da fila. Por isso, o carioca já vislumbra uma disputa de cinturão entre brasileiros.
"Com certeza (me empolgo de lutar com Poatan). Eu gosto de lutar com os melhores do mundo, fazer história. O Poatan tem muita história, tem história no Glory, no UFC. É campeão de duas categorias diferentes, então vai ser uma honra lutar, dividir o octógono com ele Eu acho que eu devo ser um pouco maior do que o Poatan, mas a diferença não é muito grande. Briga de cachorro grande E aí quem vai vencer vai ser o melhor mesmo".
