Depois de decretar que Anderson Silva jamais lutará no UFC novamente, logo após o brasileiro ser nocauteado por Uriah Hall no último sábado (31), em Las Vegas (EUA), Dana White não se furtou de comentar alguns dos momentos mais importantes da carreira do atleta. E como esperado, as tão sonhadas superlutas que nunca se tornaram realidade no octógono foram novamente assunto.
Desta vez, no entanto, o presidente do evento foi direto ao ponto e garantiu que, de fato, os hipotéticos duelos de Anderson Silva contra Jon Jones e Georges St-Pierre nunca chegaram perto de acontecer. Isso porquê nenhum deles esteve disposto a mudar de categoria.
“Nunca (estiveram perto de acontecer). GSP não queria essa luta. Naquele tempo, o Anderson estava em uma posição única e poderia lutar com o GSP, poderíamos ter feito um peso-casado. Ou ele poderia subir e fazer um peso-casado com o Jon Jones. Anderson não quis subir para enfrentar Jones e GSP não quis subir para enfrentar Silva”, explicou o cartola, em coletiva marcada pelo seu pedido de aposentadoria para o Spider.
Mas apesar do tom crítico, Dana fez questão de pregar respeito ao histórico do brasileiro na organização. Ex-campeão dos pesos-médios (84 kg), o Spider acumulou recordes e até hoje é dono da maior sequência de triunfos no octógono, com 16 no total.
“Ele é um dos melhores de todos os tempos. Não posso apontar uma posição, mas o esporte continua crescendo e melhorando. Vamos ver grandes novos talentos vindos nos próximos cinco ou seis anos. Anderson é um dos melhores de todos os tempos, muitos jovens começaram no esporte vendo o Anderson Silva. Ele teve impacto imenso nessa empresa”, finalizou.
Aos 45 anos, Anderson foi nocauteado por Uriah Hall no quarto assalto do duelo realizado no UFC Apex, em Las Vegas. Com o resultado, o brasileiro anotou sua sétima derrota dentre suas nove últimas apresentações. Ao todo, o Spider acumula cartel com 34 triunfos, 11 reveses e um ‘no contest’ (sem resultado).
