Da beira do campo para os estúdios do SportsCenter. Nesta segunda-feira, a jornalista Gláucia Santiago ocupará uma das cadeiras ao lado de Gustavo Hofman. O interesse pelo esporte veio desde nova, mas ela nem sempre atuou na área. A paixão pelo jornalismo esportivo foi o ‘casamento perfeito’.
A relação com o esporte
‘’Eu sempre gostei, não sei nem explicar o porquê. Eu nasci em Araraquara, no interior de São Paulo, então eu sempre gostei demais. Tudo que eu podia acompanhar eu acompanhava, eu vivia em ginásio, ia ao estádio. Sempre gostei muito de rádio, de ouvir jogo na rádio. Acompanhava tudo que saía na imprensa mesmo, eu recortava jornais... Era uma coisa muito minha, sempre foi muito minha’’.
E jogar?
"Já tentei praticar alguns, mas nunca fui talentosa para isso. Mas meu amor pelo esporte me levou para o jornalismo esportivo’’.
Carreira no jornalismo
‘’Eu via o trabalho de repórteres, via o repórter de campo e pensava ‘puxa, isso deve ser legal’. Já trabalhei com jornalismo geral, noticiário, assessoria de imprensa, mas sempre tentando chegar ao esportivo. Comecei como assessora de imprensa do Hospital da Clínicas (risos), uma coisa bem diferente, mas uma área bem legal, de uma parte humana... depois fui assessora de comunicação de um grande empresa de varejo no país, que não tem nada a ver (risos)’’.
Portugal
‘’Eu queria estudar e fiz uma pós fora. Fiquei quase um ano em Portugal, e era uma pós direcionada ao jornalismo esportivo, porque eu queria muito chegar nisso, quis me aprofundar e buscar outras coisas. Quando eu voltei, comecei a trabalhar como produtora em uma das afiliadas da TV Globo. Mas eu fazia jornalismo geral, mas como o pessoal sabia que eu gostava muito de esporte, eu me dividia entre produtora do geral e apresentava o esporte’.
Carreira no esporte
‘’Comecei me dividindo... Apresentava esporte e fazia transmissões, há sete anos, como repórter de campo. Mas no dia a dia ainda fazia coisas do jornalismo geral, mas já mais fixa no esporte. Há um ano e meio fiquei como setorista do Santos’’.
Mulher no esporte
‘’A gente ouve muita coisa, ainda mais por ser mulher, ouve coisas que a gente tem vergonha de reproduzir. Já aconteceu de eu sair do estádio e chorar no carro de reportagem com meus amigos, de ter ouvido algumas coisas muito agressivas. Ao longo do tempo, a gente aprende a levar. Lógico que não é legal, lógico que não é fácil estar trabalhando e sendo verbalmente agredida, mas tem que estar ali, tem que estar concentrada no trabalho. Mas isso não me atrapalhou, nunca foi um impedimento para que eu fizesse e amasse fazer meu trabalho. Sempre ignorei, por mais que já tenha chorado. De forma alguma me fez repensar ou desistir, muito pelo contrário’’.
ESPN
‘’Foi uma coisa que me pegou de surpresa. Ser apresentadora é uma experiência que já tive, mas eu não esperava isso agora, e eu acho que foi isso que me cativou mais, por ser um momento diferente na minha carreira, uma outra oportunidade e que me pareceu um desafio bem legal’’.
Do campo para a bancada
‘’Eu acho que essa dinâmica da rua, do ao vivo, do improviso, porque as coisas nunca saem como a gente espera. É tudo muito dinâmico na rua, e é muito a cara do que é o jornalismo, que muda a todo momento e a gente tem que estar preparada. Acho que essa vivência me agregou coisas muito positivas que acho que vou levar para a apresentação’’.
Anota aí: SportsCenter, 15h, na ESPN Brasil e WatchESPN.
