Alessandro Costa detalha acerto de última hora para o UFC Vegas 118

Alessandro Costa comemora após vitória no UFC em Las Vegas Mike Roach/Zuffa LLC

A apenas nove dias do UFC Vegas 118, Alessandro Costa aceitou o desafio de substituir Imanol Rodriguez para enfrentar Matt Schnell no card deste sábado (6). Longe de parecer uma decisão precipitada, o peso-mosca (57 kg) revelou que a oportunidade surgiu no momento perfeito de sua rotina atual, unindo a manutenção de sua forma física a um desejo antigo de realizar este confronto.

Em entrevista à equipe de reportagem da Ag Fight, ‘Nono’ explicou que já se encontrava em ritmo competitivo intenso devido ao suporte dado a seus parceiros de equipe. Outro fator crucial para a rápida assinatura do contrato foi a definição do combate em peso combinado (59 kg), o que eliminou o desgaste de um corte de peso severo na divisão até 57 kg em um período tão curto.

“Estava treinando com o Diego [Lopes]. A gente também tinha outro companheiro que tinha luta, né? Então eu estava nesse ritmo aí. E a luta não vai ser no peso-mosca. É peso combinado, 59 kg. Então isso vai ajudar também e faz muita diferença […] Estou bem, bom de peso, estava treinando e é uma luta que eu já queria também. Acho que é uma boa oportunidade”, contou.

O embate contra Schnell traz para o brasileiro a chance de embalar seu segundo triunfo consecutivo no Ultimate, após nocautear Stewart Nicoll em abril. Buscando estabilidade na organização, Alessandro Costa aposta na manutenção de seu camp ativo para superar o veterano norte-americano.

Alessandro Costa não contará com a presença física de seu principal parceiro de treinos e ex-desafiante ao cinturão dos pesos-penas (66 kg), Diego Lopes, em seu córner. O astro amazonense está em isolamento total em Oklahoma, focado na reta final de sua preparação para o histórico UFC Casa Branca, onde medirá forças contra Steve Garcia.

“O Diego fez um camp muito bom. No dia seguinte a minha última luta, ele viajou para Oklahoma, já estava treinando forte lá e fez o camp dele todo lá. Ele está lá agora. Ele não vai poder vir para a minha luta, né? Porque tem que estar concentrado. Mas a gente viu como ele treinou, a gente sabe que ele está preparado. Então é o que me deixa mais tranquilo e por essa razão também foi que a gente aceitou a luta”, revelou.

Apesar da distância geográfica no dia da luta, Nono garantiu que a sinergia construída durante o período em que treinaram juntos foi o combustível necessário para aceitar o chamado de última hora. A confiança no trabalho realizado pelo companheiro de equipe trouxe a tranquilidade necessária para o peso-mosca focar exclusivamente em sua própria missão neste sábado.