Antes mesmo de subir ao ringue do Fight Music Show 4, Kleber Bambam anunciou que ganharia mais para lutar com Acelino Popó Freitas do que seu prêmio de campeão da primeira edição do Big Brother Brasil (BBB). A fórmula para isso teve ligação direta com seus patrocinadores.
A promessa do cachê já era alta. A edição de maior sucesso do FMS, por exemplo, que promoveu a luta entre Popó e o influenciador Whindersson Nunes movimentou cerca de R$ 25 milhões. A expectativa dos organizadores era superar esse valor com o combate com Bambam.
Os valores de cada bolsa ainda não foram revelados, mas um simples olhar para as redes sociais de Bambam no sábado (24), dia do duelo, demonstram como os patrocinadores foram chave para o ex-BBB. Da Nike ao site Onlyfans, foram sete marcas ligadas a Bambam.
Em seu Instagram, por exemplo, com 4,2 milhões de seguidores, Bambam fez uma publicação para cada parceiro antes de subir ao ringue – onde acabou ficando menos de um minuto, nocauteado em apenas 36 segundos por Popó na luta principal da noite do FMS.
Além da fornecedora de material esportivo e a rede social de entretenimento adulto, Bambam gravou vídeos específicos para agradecer o apoio de uma clínica médica, uma ótica, um site de apostas, um centro de eventos e um restaurante. Parte dos parceiros, inclusive, eram dos Estados Unidos.
"Essa luta já passou do prêmio do Big Brother, particularmente, para mim. Essa luta, só de patrocinadores, já deu mais de dois ou três prêmios de BBB. Eu tenho patrocínios internacionais, como o OnlyFans, que eu sou garoto propaganda, e a Nike será minha patrocinadora. É mundialmente agora, a brincadeira mudou", revelou Bambam, que ganhou cerca de R$ 500 mil no BBB em 2002.
Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em marketing esportivo, analisou os rendimentos para os lutadores através de parceiras. "São duas celebridades, cada um com sua audiência, entretenimento puro. As marcas buscam projetos diferentes, assuntos diferentes que fogem do normal", disse.
"O grande desafio mesmo ao patrocinar eventos assim é extrair o máximo de conexão com todos que assistem ou estejam presentes, vejo como uma ativação totalmente descontraída e leve. A cereja do bolo em um evento desses é trazer uma mensagem positiva, com um assunto maior do que a própria luta, e isto qualquer marca apoia e quer", completou.
Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo, ressaltou que é um modelo que também tem feito sucesso nos EUA, principalmente com a consolidação dos irmãos Jake e Logan Paul nesse universo – os dois saíram do Youtube para os ringues contra profissionais.
"Popó x Bambam é um evento de entretenimento, e por acaso uma luta de boxe também. Trata-se do mesmo modelo que tem sido feito nos EUA, ou seja, grande promoção do evento, com os organizadores menos preocupados com o conteúdo esportivo e mais focados com a repercussão nas redes sociais, veículos de comunicação e o de proporcionar uma experiência diferente ao público in loco", avaliou.
Com o apoio de parceiros internacionais, inclusive, Bambam já revelou que seu próximo objetivo é fazer uma luta contra lutadores estrangeiros. Um duelo de duplas, com ele e um outro brasileiro, contra dois rivais de fora do país. Ainda não há nada concreto, porém, para a realização da luta.
